terça-feira, 8 de julho de 2014


TIM é condenada a pagar R$ 15 milhões por propaganda enganosa

A Justiça de Sergipe condenou a TIM (Telecom Italia Mobile) a pagar R$ 15 milhões por propaganda enganosa no Estado.

A empresa teria vendido internet móvel banda larga, sem que ainda existisse tecnologia para disponibilizar a velocidade de acesso prometida aos usuários. A ação foi ingressada pelo MPF (Ministério Público Federal) e a decisão foi divulgada nesta quinta-feira (3).

Ao final do processo, a empresa deve também restituir os valores pagos pelo modem de acesso à internet aos consumidores que tenham contratado o serviço TIM Web até março de 2009.

Segundo o MPF, um relatório da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) apontou diversas irregularidades na prestação de serviço de internet móvel oferecido pela TIM. Entre elas estão propaganda enganosa e ausência de informações adequadas. A Anatel já tinha aplicado multa de R$ 175 mil por conta dessas irregularidades, afirma o MPF.

A TIM afirmou que está atuando normalmente em Sergipe e que pretende investir R$ 11 bilhões entre 2014 e 2016 em infraestrutura.

Anatel deve fiscalizar

A Justiça determinou que a Anatel fiscalize o cumprimento das obrigações impostas à TIM, em prazo de 30 dias após o trânsito em julgado da ação.

Após 90 dias, a agência deve fiscalizar todos os serviços de internet móvel oferecidos pela empresa em Sergipe.
TIM deve retirar cláusulas do contrato

A decisão judicial determina que a TIM retire de todos os seus contratos as cláusulas que prevejam a possibilidade de reduzir a velocidade de dados contratada sem obrigação de prévio aviso aos usuários.

“Além disso, deverá informar aos clientes que, até março de 2009, o serviço vendido como se fosse de banda larga, na verdade, não entregava a velocidade prometida”, informou o MPF.
Empresa pode continuar prestando serviços em Sergipe

A Justiça tinha proibido a TIM de vender qualquer serviço de internet móvel em Sergipe até que “comprove que foram corrigidas as irregularidades constatadas por relatório da Anatel”.

A empresa recorreu da decisão, que foi suspensa, em caráter liminar, até que o recurso seja analisado e julgado. A operadora afirmou ainda que investirá R$ 11 bilhões entre 2014 e 2016 em infraestrutura, sendo que 90% do valor será destinado em melhorias.



Fonte: Uol - 
http://www.catingueiraonline.com/2014/07/tim-e-condenada-pagar-r-15-milhoes-por.html

Cancelamento automático de telefone, TV e internet começa a valer na terça

A partir desta terça-feira (8) os consumidores poderão cancelar assinaturas de TV, telefone e internet sem precisar ligar para a central de atendimento - ou, pelo menos, sem precisar convencer um atendente.

As operadoras desses serviços deverão oferecer a possibilidade de cancelamento automático em seus sites e, nas centrais de atendimento telefônico, por meio de uma opção que precise apenas ser digitada. Caso o consumidor prefira falar com um atendente, esse terá de cancelar o serviço no momento do pedido.

De acordo com as novas regras, divulgadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fevereiro, o contrato deverá ser rescindido em no máximo dois dias úteis.

Também na terça-feira (8) começam a valer outras cinco regras estabelecidas pela agência reguladora para esses serviços.

Veja quais são elas:

Operadora deve entrar em contato com o consumidor se ligação cair

Caso a ligação do consumidor para a central de atendimento caia, a operadora deverá ligar de volta. Se o retorno não for possível, ela deve mandar uma mensagem de texto com o número do protocolo. As conversãs devem ser gravadas e o consumidor pode solicitá-las em até seis meses.

- Operadora deve resolver problema com a conta em até 30 dias

Quando o consumidor questionar o valor de uma conta, a operadora deve dar uma resposta em até 30 dias ou terá de corrigir a fatura automaticamente. Caso o consumidor já tenha pago o valor questionado, tem direito a receber a quantia em dobro. É possível questionar as faturas até três anos após a emissão.

Todo crédito de celular deve ter validade mínima de 30 dias e o consumidor deve ser avisado pouco antes de o prazo expirar. As operadoras também devem oferecer opções com validade de 90 e 180 dias, inclusive nas recargas em supermercados e outros locais fora da loja própria.

- Promoção vale para todos, inclusive assinantes

Quem já é assinante pode se beneficiar das promoções feitas pelas operadoras. Atualmente, muitas limitam essas ofertas a quem não é cliente. O consumidor deve ficar atento a uma eventual multa por mudança de plano.

- Operadora deve explicar melhor os contratos

As operadoras tem de deixar claro, por exemplo, se um valor inicial é ou não promoção e, caso seja, quando sobe e para quanto.

- Fim da cobrança antecipada

Os consumidores só podem ser cobrados por um serviço após utilizá-lo. Hoje, algumas operadoras fazem cobrança antecipada de serviços que serão prestados até o fim do mês. Com a mudança, o cliente que cancelar o serviço no meio de um mês só pagará o valor proporcional.

Além dessas cinco mudanças, em março de 2015 entram em vigor outras duas normas:

- Faturas antigas, contratos e histórico têm de ficar disponíveis na internet

As operadoras terão de disponibilizar em seus sites os contratos, as faturas de até seis meses atrás e o histórico de utilização de cada cliente, que poderá acessar e baixar as informações mediante uso de senha. Caso o consumidor rescinda o contrato, os dados poderão ser acessados até seis meses depois.

Gravações de atendimento e protocolos estarão disponíveis na internet

As operadoras também deverão disponibilizar em seus sites o histórico de demandas de cada consumidor nos últimos seis meses. O consumidor poderá solicitar as gravações de atendimentos feitos via central telefônica. Caso o contrato seja rescindido, os dados poderão ser acessados até seis meses depois.

Preços deverão ser apresentados de forma padronizada

Todas as operadoras terão de disponibilizar, de forma padronizada, os preços de seus serviços e as condições de oferta. O objetivo é facilitar a comparação de preços por parte do consumidor.

Por fim, em setembro de 2015 as operadoras terão de unificar o atendimento no caso de combos: ou seja, o consumidor poderá resolver questões relativas a quaisquer dos serviços do pacote em uma única central de atendimento.

O regulamento dos direitos do consumidor de serviços de telecomunicação pode ser consultado no site da Anatel.

Fonte: IG - 
http://www.catingueiraonline.com/2014/07/cancelamento-automatico-de-telefone-tv.html

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Número de passageiros nos trens deve sair de 7 mil para 18 mil com greve de ônibus em JP

Além dos trens urbanos, bicicletas e 'alternativos' podem estar entre as opções daqueles que precisam se deslocar, mas não contarão com o serviço de ônibus
Divulgação
CBTU reforça serviço
O número de passageiros que utilizam o sistema de trens da Região Metropolitana de João Pessoa deve saltar de 7 mil para 18 mil ao longo desta segunda-feira (7), dia em que o Sindicato dos Motoristas pretende deixar na garagem a frota de 480 ônibus para uma greve na Capital. Além dos trens, os pessoenses que não têm transporte particular precisam estudar outras alternativas para o deslocamento durante a paralisação dos coletivos.



A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou neste sábado (5) que haverá reforço nas composições, com aumento no número de vagões e de funcionários nas bilheterias. 

São feitas 28 viagens por dia, das 4h30 às 19h30, com possibilidade de uma extra após o encerramento, dependendo do fluxo de passageiros nas 24 estações que cortam a Região Metropolitana de João Pessoa, entre Santa Rita e Cabedelo. A tarifa custa R$ 0,50.

Bicicletas
Apesar de João Pessoa não ter ciclovias em todas as principais vias e em uma grande quantidade de bairros, os ciclistas podem utilizar como opção as bicicletas para encarar o percurso sem ônibus.

O representante do projeto Pedal Jampa, André Nascimento, disse que há ciclovias em pontos importantes na Capital, mas lembrou que ainda há muitos riscos para os ciclistas. Ele falou que os motoristas não respeitam os locais reservados para o trânsito de bicicletas e mesmo sem ônibus durante a greve nesta segunda, os pedalistas ainda têm que dividir espaço com os carros, o que, segundo ele, é bastante perigoso

O Portal Correio solicitou à Superintendência de Mobilidade Urbana de João Pessoa a quantidade exata e atualizada de ciclovias em 2014, mas até o fechamento desta matéria, a Semob não enviou resposta ao pedido.

Conforme consta no site da Superintendência, em 2013, já foram feitas pesquisas que contabilizaram mais de 11 mil ciclistas em João Pessoa, para o estudo de projetos que devem expandir a rede cicloviária de 45 km para mais de 100 km.

Como aparece no endereço eletrônico da Semob, Geisel, Cuiá, Valentina, Mangabeira, Altiplano, Cabo Branco, Tambaú, José Américo – Hilton Souto Maior e Portal do Sol já estão interligados por ciclovias na Capital.

'Alternativos'

Com relação aos ‘alternativos’, o presidente do Sindicato dos Transportes Alternativos da Paraíba, Edilson Vieira, disse ao Portal Correio que essa opção não está disponível na Grande João Pessoa de forma oficial.

Segundo ele, o Estado sancionou a lei 1847/2013 que regulamenta o Serviço de Transporte Público Complementar de Passageiros somente para deslocamento intermunicipal. 

“Qualquer forma de transporte alternativo circulando dentro de João Pessoa não é regulamentada”, enfatizou Vieira.
http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/cidades/transito/2014/07/05/NWS,242773,4,61,NOTICIAS,2190-NUMERO-PASSAGEIROS-TRENS-SAIR-MIL-MIL-GREVE-ONIBUS.aspx

Motoristas negam proposta de 6%, pedem 14% e falta de acordo deixa JP sem ônibus

Greve de operadores começa e deixa 300 mil sem ônibus a partir desta segunda na região metropolitana da Capital
Greve de operadores é por tempo indeterminado
O Sindicato dos Motoristas se reuniu em assembleia na noite desse domingo (6) em João Pessoa e decidiu manter a greve dos operadores de transportes coletivos anunciada para esta segunda-feira (7). Logo após a reunião, os profissionais da categoria já conduziram os ônibus para as garagens, onde eles devem permanecer durante a paralisação por tempo indeterminado.


De acordo com o presidente do sindicato, Antônio de Pádua, a categoria promoveu uma série de diálogos ao longo do domingo com os profissionais e à noite formalizou a paralisação, após não conseguir acordos com a Associação de Empresas de Transportes Coletivos. Os motoristas pedem, além dos 14% de reajuste salarial, a unificação do vale alimentação para R$ 500 e ainda o pagamento integral do plano de saúde, que atualmente é pago somente pelos trabalhadores.
Segundo ele, os empresários ofereceram aumento de 6% e pelo menos três dias a mais para manter as negociações, o que não foi aceito.
Sobre manifestações e protestos, ele falou que não há nenhum ato marcado nas ruas de João Pessoa e que a greve será silenciosa, com os operadores de braços cruzados. 
Na entrada da empresa Unitrans, grevistas deram início do movimento
Foto: Na entrada da empresa Unitrans, grevistas deram início ao movimento
Créditos: Edson Pessoa (TV Correio HD) 
Apesar disso, Pádua havia dito que esperava que a AETC e a Prefeitura de João Pessoa sinalizassem negociações até a noite de domingo (6) para reverter a situação e evitar a paralisação, o que não ocorreu. Ele falou que para manter os 30% dos serviços essenciais, seria preciso um acordo, o que, segundo ele, não aconteceu entre o sindicato e as empresas.
AETC divulgou uma nota na qual pede apoio da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana da Capital e da Prefeitura de João Pessoa para negociar mais rápido e evitar a greve. Além disso, a Associação esclareceu pontos que não justificam essa paralisação, como o aumento salarial que já ocorre com números acima da inflação oficial do País.
“As empresas nos informaram que, por motivos financeiros, não teriam condições de atender às solicitações. Por esse posicionamento do Sindicato patronal, resolvemos declarar greve”, disse Antônio de Pádua. 
http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/cidades/conflito/2014/07/06/NWS,242802,4,347,NOTICIAS,2190-MOTORISTAS-NEGAM-PROPOSTA-PEDEM-FALTA-ACORDO-ONIBUS.aspx

Sindicato diz que 'fez de tudo' para evitar greve


Ele informou que o sindicato esperará uma proposta do sindicato patronal até às 18h de hoje.

 O presidente do Sindicato dos Motoristas, Antônio de Pádua, declarou em entrevista a rádio CBN na manhã desta segunda-feira (7) que o sindicato fez ‘de tudo’ para evitar greves da categoria nos últimos 15 anos, mas que a situação chegou a um ponto insustentável. Ele informou que o sindicato esperará uma proposta do sindicato patronal até às 18h de hoje. Cerca de 700 ônibus estão parados. 
Quanto a necessidade de assegurar a circulação de  30% dos veículos, Pádua afirma que Sindicato não foi notificado a esse respeito.

Não há nenhum ônibus circulando na cidade de João Pessoa, o que obrigou muita gente a procurar meios alternativos para não faltar aos seus compromissos. Os motoristas pedem, além dos 14% de reajuste salarial, a unificação do vale alimentação para R$ 500 e ainda o pagamento integral do plano de saúde, que atualmente é pago somente pelos trabalhadores.
WSCOM - http://www.wscom.com.br/noticia/paraiba/SINDICATO+DIZ+QUE+TENTOU+EVITAR+GREVE-172140

Grande João Pessoa amanhece sem transporte coletivo prejudicando 300 mil usuários


300 mil usuários ficam prejudicados devido a greve dos motoristas de ônibus

Grevista na porta de empresa
A Região Metropolitana de João Pessoa amanheceu esta segunda-feira, 7, sem transporte coletivo prejudicando cerca de 300 mil usuários. A paralisação atinge as linhas que atendem João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux.
A paralisação foi decidida durante assembleia da categoria que reivindica 14% de reajsute salarial, além da unificação do vale alimentação para R$ 500 e pagamento integral do plano de saúde.
Pontos de ônibus na Lagoa não tinha nenhum ônibus
A frota de ônibus da Capital é de 480 veículos em circulação, de oito empresas de transportes de passageiros de característica urbana. Cerca de cinco mil profissionais trabalham nas 82 linhas de ônibus de João Pessoa e nas 20 linhas que cortam as cidades de Cabedelo, Santa Rita e Bayeux, na região metropolitana deverão parar suas atividades.
Já de acordo com comunicado emitido pela AETC-JP,  o salário dos motoristas e cobradores tem tido aumento acima da inflação. Ainda segundo o comunicado, em julho de 2012, enquanto a inflação anual registrava o índice de 4,92%, o aumento salarial acordado foi de 10%. E em julho do ano passado (2013) diante de uma inflação anual de 6,7%, os trabalhadores do transporte coletivo urbano de João Pessoa tiveram aumento salarial de 9%. Isso significa que o salário dos motoristas que era de R$ 1.264,00 (fora os 22% do tíquete alimentação), isto até junho de 2012, depois daqueles dois aumentos passou para R$ 1.515,00 (também sem incluir os 22% do tíquete alimentação).
Grevistas impedem saída dos ônibus das garagens

Cardoso Filho - WSCOM Online / http://www.wscom.com.br/noticia/paraiba/GRANDE+JOAO+PESSOA+AMANHECE+SEM+ONIBUS-172121

Mercado baixa estimativa de alta do PIB deste ano para 1,07%


Esta foi a 6ª semana seguida de queda na previsão de crescimento. Expectativa de inflação para este ano ficou estável em 6,46%.

O mercado financeiro baixou novamente, na semana passada, sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa dos analistas para o PIB recuou de 1,10% para 1,07%. Foi a sexta semana consecutiva de queda neste indicador. Para 2015, a previsão de alta do PIB ficou estável em 1,5%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.
No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia do país registrou expansão de 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária. O aumento do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 2,5%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central na semana passada, de alta de 1,6%.
Inflação
Os economistas dos bancos também mantiveram, na semana passada, em 6,46% sua previsão para 2014 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo IBGE.
Com isso, o valor permanece próximo do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano. A previsão chegou a ultrapassar o teto em abril, mas depois recuou. Para 2015, a expectativa do mercado para o IPCA permaneceu estável em 6,10% na semana passada.
Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta da autoridade monetária seja formalmente descumprida.
Taxa de juros
A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, por sua vez, foi mantida em 11% ao ano até o fechamento de 2014.
No fim de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu um ciclo de nove altas consecutivas ao longo de 13 meses, mantendo a taxa em 11% ao ano. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,40 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.
A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 subiu de US$ 2 bilhões para US$ 2,7 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 9,9 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros recuou de US$ 55,6 bilhões para US$ 55 bilhões.

G1 - http://www.wscom.com.br/noticia/economia/MERCADO+BAIXA+ESTIMATIVA+DE+ALTA+DO+PIB+-172135

Da Paraíba para o Brasil, Luan e Forró Estilizado tem 56% dos votos na final


Forrozeiros tocam trio de músicas populares e conquistam elogios de Fábio Junior.

Com o trio de canções  populares "Súplica Cearense", "a Vida do Viajante" e "Riacho do Navio", a banda Luan e Forró Estilizado chega à Final do SuperStar e conquista 56% dos votos do público. "É uma grande oportunidade que ele teve, com todo o seu carinho, talento e humildade, de ganhar o Brasil inteiro", diz Fábio Jr. sobre o vocalista Luan.
Ao longo do programa, Luan e Forró Estilizado trouxe o carisma da Paraíba para o mundo e surpreendeu a cada canção no palco do programa. Logo na primeira apresentação, a banda passou por uma prova de emoção, pois, no último segundo, Fábio Jr. deu seu voto, o que fez o telão subir. 
No primeiro bloco do programa de hoje, as quatro bandas se apresentam. Duas saem da disputa, duas competem pelo prêmio de R$ 500 mil, além de um contrato com uma gravadora. Os jurados não votam. A decisão é do público, que vota pelo aplicativo.

GShow - http://www.wscom.com.br/diversao/noticia/musica/LUAN+TEM+56+DOS+VOTOS+NA+FINAL-172126

22% dos pobres acabam ensino médio


Entre os alunos mais ricos, índice de conclusão sobe para 84,1%; etapa deveria ser concluída aos 17 anos

 Permanecer na escola, quando se é pobre, é um grande desafio. Dados compilados a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que, aos 19 anos de idade, jovens que já deveriam estar na universidade ainda estão longe de concluir a educação básica. Especialmente os mais pobres. Apenas 22,4% deles concluem o ensino médio nessa idade.
Entre o quinto (20%) mais rico da população, a realidade é bastante diferente, apesar de ainda não ser a ideal: 84,1% dos jovens de 19 anos já concluíram o ensino médio. O ideal é os alunos terminassem a educação básica com 17 anos. As desigualdades são ainda maiores quando a comparação é feita entre as regiões brasileiras.
Na região Norte, o percentual de concluintes do ensino médio com 19 anos assusta: é de apenas 14,3% entre os mais pobres e de 67,9% entre os mais ricos. A região Sudeste possui os números mais altos de conclusão entre os grupos – que são distantes entre si também: 87,2% dos jovens de 19 anos mais ricos terminaram a etapa, contra 34,2% dos mais pobres.
“Ao analisar o direito à educação, é preciso avaliar qualidade e equidade, sobretudo num país com a diversidade e as assimetrias sociais do Brasil”, ressalta Carlos Eduardo Moreno Sampaio, mestre em estatística e diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em artigo publicado no livro O Enfrentamento da Exclusão Escolar, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O texto ressalta que entre 60% e 80% das crianças e dos adolescentes de 4 a 17 anos que não frequentam a escola são de famílias pertencentes aos dois primeiros quintis de renda familiar per capita: os 40% mais pobres. “Quanto menor a renda, maior a chance de uma criança nessa faixa etária não frequentar a escola”, diz.
Moreno acredita que programas sociais, como o Bolsa Família, e de ampliação da permanência na escola, como Mais Educação, têm contribuído para melhorar o cenário. “A escola tem papel central na superação desses desafios”, define. Ele reconhece que, mesmo entre a população de maior renda, a taxa de sucesso na progressão escolar não é adequada. “A chance de um jovem de 19 anos da região Sul ter o ensino médio concluído é pouco maior que 53%, número muito abaixo do ideal”, comenta.
Permanência e aprendizagem
Para especialistas, os dados mostram que, para além de colocar as crianças na escola, as redes precisam mantê-las na dentro, aprendendo na idade correta, para que a exclusão escolar não seja tão comum entre os jovens. De acordo com a Pnad 2012, havia 887.382 jovens de 17 anos que não frequentavam a escola, mais 495.660 de 16 anos e 271.162 de 15 anos.
Desinteresse: Ensino médio afasta o aluno da escola
Na opinião de Moreno, os dados mostram um problema “estrutural” da educação brasileira: “a baixa produtividade dos sistemas em produzir concluintes na idade própria”. Aos 6 anos, a frequência escolar das crianças é de 95,8%. Mas só 76% das crianças de 12 anos concluíram o ensino fundamental e, aos 16 anos, apenas 65,5% terminaram essa etapa (o que deveria ter ocorrido aos 14) e, aos 19 anos, menos da metade (49,7%) concluiu o ensino médio.
Júlia Ribeiro, oficial do programa de Educação do Unicef, ressalta que é importante ampliar o enfrentamento da exclusão escolar. “As áreas de educação precisam estar articuladas à saúde e à assistência social, por exemplo, para enfrentar o problema”, afirma. Para ela, o maior desafio é a escola “dialogar com esse adolescente para que ele permaneça na escola”.
A secretária municipal de Educação de Saloá (PE), Josevalda Cavalcante de Albuquerque, também defende um “ensino com significado para os jovens do ensino médio”. Ela critica a falta de prática no apoio aos professores que lidam com essa faixa etária. “Existem muitas formações, mas não para eles. O apoio fica no discurso”, diz.
Atendimento noturno
As matrículas no ensino regular noturno – que poderiam auxiliar os jovens trabalhadores, por exemplo – vêm caindo nos últimos cinco anos. Por um lado, os especialistas dizem que esse é um bom sinal, já que não é desejável manter adolescentes estudando no período da noite. Por outro, eles reconhecem que o atendimento em horário alternativo ainda é necessário.
Entre 2008 e 2013, o número de matrículas no ensino médio noturno caiu 25%. De 3.181.151 alunos em 2008, passou para 2.394.488 em 2013. “O desejo é acabar com o ensino noturno. Os bons resultados do ensino regular refletem no noturno. O que precisamos é trabalhar para que a educação no Brasil seja integral”, comenta Eduardo Dechamps, secretário de Educação de Santa Catarina.
“Quem dera que a gente não precisasse do ensino noturno, mas ele ainda é a porta de entrada ou o retorno das pessoas que não tiveram oportunidade no tempo ideal. Acho que a queda das matrículas do ensino regular à noite tem mais a ver com a Educação de Jovens e Adultos”, comenta Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
A Educação de Jovens e Adultos, o antigo supletivo, tem sido alvo de estudantes cada vez mais jovens. Mas não tem conseguido atrair todos que precisaria. Tanto no turno diurno quanto noturno, as matrículas caíram nos últimos anos. Entre 2008 e 2013, a modalidade perdeu mais de 1,1 milhão de matrículas. Só à noite, a queda foi de 22%.
“É preciso repensar o EJA em muitos municípios. Em outros lugares, pode ser que as matrículas estejam caindo porque a taxa de analfabetismo e a defasagem idade-série vêm diminuindo. É desejável que, ao longo do tempo, essas matrículas diminuam, mas é preciso analisar caso a caso. Os gestores precisam fazer busca ativa para resolver isso”, diz.
IG - http://www.wscom.com.br/noticia/educacao/22+DOS+POBRES+ACABAM+ENSINO+MEDIO+-172132
Por que o vagão rosa é um retrocesso e não uma solução para as mulheres

São Paulo se distanciou um pouco mais de um lugar ideal nesta sexta-feira (04) quando sua Assembleia Legislativa aprovou a obrigatoriedade de vagão exclusivo para as mulheres
Gabriela Loureiro | Repórter de mundo do Brasil Post

Em um mundo ideal, indivíduos não são “encoxadxs” no transporte público. Em um mundo ideal, as mulheres não são aconselhadas a não usar roupa curta para evitar um estupro. Em um mundo ideal, homens sabem desde pequenos que as mulheres são donas de seu próprio corpo e não existem para sua satisfação. Em um mundo ideal, as mulheres não são segregadas para evitar violência sexual.

São Paulo se distanciou um pouco mais de um lugar ideal nesta sexta-feira (04) quando sua Assembleia Legislativa aprovou a obrigatoriedade de vagão exclusivo para as mulheres, o chamado “vagão rosa”.

Há quem comemore a decisão, quem diga que é um avanço no combate à violência contra a mulher, quem se sinta segura no vagão rosa e apoie a ideia, mas eu quero explicar neste texto por que eu sou contra essa decisão.

1) Segregar não é a solução. A solução, como em vários problemas sociais que vivemos, está na educação. Homens PRECISAM aprender que o corpo das mulheres não lhes pertence. É uma questão cultural que tem a ver com a forma como as mulheres são vistas (e se enxergam também) como objetos para satisfação masculina, com a cultura do estupro, com a ideia de que “aproveitar a oportunidade” de estar em um vagão lotado para “se dar bem e passar a mão na novinha”. E pior, achar que não é nada de mais ou que ela pediu porque estava de saia curta. Repeito e convivência pacífica, resumindo. Como a Marcha das Mulheres afirma: “Consideramos esse projeto um grande problema, pois propõe que, para os homens pararem de assediar as mulheres no transporte, somos nós mulheres que devemos perder o direito de entrar em todos vagões e ônibus. É um problema porque somos 52% da população, e em São Paulo representamos 58% dos(as) usuários(as) dos serviços de transporte público.”

2) Pare de culpar a vítima. Se não houvesse mulheres no metrô não haveria encoxada, certo? ERRADO, óbvio. Mas é essa a mensagem que o vagão rosa passa. Como se as mulheres devessem ser separadas do “normal” - o que naturalmente evoca uma citação do clássico “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir. “A humanidade é masculina, e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele; ela não é considerada um ser autônomo”, já dizia uma das mais famosas obras feministas. Importante frisar: eu não estou sugerindo a criação de um “vagão azul” para segregar os homens por causa disso (ou pelo fato de que somos maioria no metrô), isso seria simplesmente idiota. O que eu quero frisar é que o assédio é resultado da cultura do estupro tão evidenciada pela pesquisa do Ipea que foi duramente criticada e provocou o movimento #NãoMereçoSerEstuprada. Ninguém pede pra ser estuprada ou abusada em lugar nenhum porque ninguém tem o direito de invadir o espaço alheio. Separar a vítima do agressor é dar liberdade a ele. Como disse a socióloga Marília Moschkovich em um artigo publicado na Carta Capital: “As mulheres, que sofrem as agressões, são confinadas a um espaço limitado. Quer dizer: além dos assédios que limitam nossa liberdade, as políticas públicas que deveriam combatê-los fazem o mesmo. Não faz o menor sentido, não tem a menor lógica. Para sermos livres precisamos ser menos livres – é isso, mesmo?”

3) Pênis > Cérebro? Separar homens de mulheres no espaço público pressupõe que os homens são incapazes de conter seu desejo sexual ao ver uma mulher. Veja se não é o monstro da cultura do estupro aparecendo aqui novamente? Nessa lógica, o homem se isenta da responsabilidade do assédio porque ele é incapaz de controlar seu órgão sexual. Tradução: impunidade.

4) Heteronormatividade. Agora vamos fingir que homens não abusam outros homens e mulheres não abusam mulheres? Cito outro trecho do texto da Marília: “Separar as mulheres dos homens no transporte público, além de tudo que já mencionei, ainda reforça essa ideia retrógrada e surreal de que a heterossexualidade e heteroafetividade são o “normal”, o “natural”, e de que relacionamentos gays e lésbicos são exceção, aberração, etc. Ou seja, no fim das contas, políticas como essa do vagão exclusivo estão muito mais para Marco Feliciano do que para Simone de Beauvoir.”

5) Ignorando todos os itens acima, o vagão rosa já mostrou que não funciona. Uma reportagem do Globo publicada no ano passado mostrou que homens usam o vagão rosa no Rio de Janeiro (onde já é lei desde 2006) porque não há fiscalização. “Eles entram e ainda querem bater boca com as mulheres que reclamam. Já vi situações revoltantes, de o carro ter vários homens sentados, uma mulher grávida entrar, e ninguém falar nada”, disse uma entrevistada pelo Globo. Procuradas pela reportagem, as empresas de transporte disseram que o desrespeito é um problema comportamental. Não brinca? Pois é exatamente o que eu disse acima. Não vai funcionar.

Antes dessa aprovação, a marca Dermacyd, em uma tentativa de se aproximar das suas clientes, fez uma campanha em prol do vagão rosa. A marca diz que os casos de assédio têm se tornado mais frequentes e violentos e, por isso, precisam ter um fim rapidamente, porque “as mulheres que vão voltar para casa no fim do dia de hoje não podem esperar a solução definitiva”. E vão sair do vagão rosa para correr o risco de serem assediadas no brete corredor do metrô, na rua, a caminho de casa, talvez até na própria casa? Não sei vocês, mas esse definitivamente não é o caminho que eu quero seguir para avançarmos no combate à violência contra a mulher. E não digo isso somente como mulher... Penso que a decisão da Assembleia de São Paulo marca uma falha nossa como sociedade.

Fonte: Brasil Post - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=92254395&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
 

sábado, 5 de julho de 2014

Metrô, trem ou ônibus?

Projeto propõe solução inteligente para o caos das grandes cidades
De um lado para o outro, São Paulo pode ser considerada uma cidade imprevisível quando o assunto é mobilidade. Trem, ônibus, carro, metrô? O que fazer? Como ir? Entre dúvidas e incertezas, o dilema comum a todo usuário do transporte coletivo das grandes cidades é a única certeza de uma aventura cotidiana.

Diante dos desafios que procuram uma solução para a questão da mobilidade urbana, o pesquisador Jaguaraci Batista Silva desenvolveu um projeto para a construção de um sistema inteligente, fácil e de custo razoável.

“Mobilidade urbana por meio de vias inteligentes” é o nome do projeto, cuja solução propõe uso de sensores para monitoramento das condições do transporte público em tempo real. Baseado em dados coletados diretamente das ruas e trilhos, as informações são envidas a centros de controle integrados que repassam as condições ao usuário através de painéis instalados em estações e outros pontos de embarque.

A ideia, que aqui ainda não passa do papel, já é praticada em cidades da Europa, como Santander, ao norte da Espanha. Por lá, o sistema de sensores de mapeamento e monitoração, conta com câmeras espalhadas pelas principais vias  da cidade, facilitando o serviço de informação.

Outras alternativas

Enquanto a ideia não acontece por aqui, o Catraca Livre seleciona alguns aplicativos que vão deixar seu rolê pela cidade um pouco mais agradável… Confira !

Fonte: Catraca Livre - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=62230822 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Ferrovias e concessões de portos desafiam novos ministros

O Programa de Investimentos em Logística previa investimentos em ferrovias, mas nenhum leilão foi realizado ainda
Sabrina Craide, da Agência Brasil

Brasília - A troca de comando no Ministério dos Transportes e na Secretaria Especial de Portos foi concluída ontem (27) com a transmissão de cargos aos novos titulares das duas pastas.

Paulo Sérgio Passos, que volta ao cargo de ministro dos Transportes, destacou o desafio de continuar as concessões de rodovias e de ferrovias no país.

“Temos imenso desafio na área ferroviária, com as PMIs [propostas de manifestação de interesse] e os chamamentos aos empreendedores. Isso vai custar muito trabalho e empenho de cada um de nós”.

O Programa de Investimentos em Logística (PIL) previa investimentos de R$ 99,6 bilhões em construção e melhoramentos de 11 mil quilômetros (km) de ferrovias, mas nenhum leilão foi realizado ainda.

Passos, que já ocupou o comando do Ministério dos Transportes três vezes, brincou com o retorno à pasta.

“Volto a ocupar o comando do ministério pela quarta vez, talvez seja um recordista, tanto no Ministério dos Transportes como em toda a Esplanada [dos Ministérios]. Desconheço caso que se assemelhe”.

Em 2013, Passos deixou a vaga para César Borges, que hoje passou a ocupar o cargo de ministro da Secretaria Especial de Portos.

Passos lembrou que quando assumiu o Ministério de Transportes encontrou um trabalho de recuperação da pasta. Na época, Passos assumiu em meio a denúncias de corrupção no setor.

Na área de portos, um dos principais desafios de Borges será a liberação, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), do edital para arrendamento de áreas nos portos de Santos e em portos do Pará.

“Estamos com a bola sete na boca da caçapa para liberar no TCU o processo de arrendamento portuário, e tenho certeza de que com o apoio de César Borges vamos ganhar bastante”, destacou Antonio Henrique Silveira, que deixou de ser ministro para ser secretário executivo da Secretaria Especial de Portos.

Borges garantiu que vai tentar acelerar os processos no setor, mas não deu previsões. “Temos órgãos controladores, como o TCU, que estão na Constituição, e o que tiver que ser feito será. Vamos, estrategicamente, escolher os caminhos para avançar”, disse.

Ao relembrar sua trajetória na pasta dos Transportes, Borges destacou a importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do PIL, que abriu o caminho para as concessões no setor.

Segundo ele, o modelo adotado nos seis leilões de rodovias já feitos, em um total de mais de 5 mil km, garantiu a modicidade tarifária para as rodovias.

A substituição ocorre no momento em que a presidenta Dilma Rousseff constroi alianças com partidos para a disputa da reeleição. Tanto Passos como Borges são filiados ao PR. Borges disse que não tem ressentimento nem mágoa com a troca de ministério. Ele não quis, no entanto, comentar seu futuro no partido.

"Estou no PR, mas se vou ficar ou não, não sei exatamente, pois não sei quais as decisões políticas do partido”.

Fonte: Eame.com - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=82497792&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
Ministério dos Transportes: Em guerra contra a inércia

Com a adoção de uma política de gestão voltada para resultados, o Ministério dos Transportes tenta destravar obras essenciais
Por José Fucs

Diante do caos logístico que atinge o país, é difícil enxergar o Ministério dos Transportes – a quem cabe, em boa medida, a responsabilidade pelo problema – como exemplo de boa gestão no setor público. Por mais estranho que possa parecer, é isso mesmo. O Ministério dos Transportes é, hoje, um dos órgãos mais avançados na implantação de uma política de gestão centrada na eficiência e na busca de resultados no âmbito do governo federal. Embora essa mudança ainda seja invisível, ela mostra que até em Brasília, onde é difícil garimpar iniciativas do gênero, tem havido progressos em gestão pública nos últimos anos.

Com o apoio da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, ligada ao governo federal, e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), uma organização privada que participa de vários projetos de gestão no setor público, o Ministério dos Transportes implementa um ambicioso plano de modernização administrativa. O objetivo é ampliar o poder de execução de projetos e destravar obras de infraestrutura consideradas essenciais para reduzir o “custo Brasil”.  Considerado um antro de falcatruas e maracutaias, o ministério também parece empenhado em aumentar a transparência e a governança na contratação e fiscalização de obras e projetos. “É uma mudança cultural muito grande, difícil”, afirma o ex-ministro dos Transportes, César Borges, ex-senador e ex-governador da Bahia. “Mas é a única forma de a gente vencer as deficiências internas e os obstáculos externos, como licenciamentos ambientais e outras exigências de órgãos fiscalizadores, para poder fazer as entregas que temos de fazer à sociedade brasileira.”

Diante do caos logístico que atinge o país, é difícil enxergar o Ministério dos Transportes – a quem cabe, em boa medida, a responsabilidade pelo problema – como exemplo de boa gestão no setor público. Por mais estranho que possa parecer, é isso mesmo. O Ministério dos Transportes é, hoje, um dos órgãos mais avançados na implantação de uma política de gestão centrada na eficiência e na busca de resultados no âmbito do governo federal. Embora essa mudança ainda seja invisível, ela mostra que até em Brasília, onde é difícil garimpar iniciativas do gênero, tem havido progressos em gestão pública nos últimos anos.

Com o apoio da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, ligada ao governo federal, e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), uma organização privada que participa de vários projetos de gestão no setor público, o Ministério dos Transportes implementa um ambicioso plano de modernização administrativa. O objetivo é ampliar o poder de execução de projetos e destravar obras de infraestrutura consideradas essenciais para reduzir o “custo Brasil”.  Considerado um antro de falcatruas e maracutaias, o ministério também parece empenhado em aumentar a transparência e a governança na contratação e fiscalização de obras e projetos. “É uma mudança cultural muito grande, difícil”, afirma o ex-ministro dos Transportes, César Borges, ex-senador e ex-governador da Bahia. “Mas é a única forma de a gente vencer as deficiências internas e os obstáculos externos, como licenciamentos ambientais e outras exigências de órgãos fiscalizadores, para poder fazer as entregas que temos de fazer à sociedade brasileira.”

>> Blog do Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana

Segundo o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão e fundador do MBC, o orçamento anual do ministério alcança cerca de R$ 15 bilhões, 12 vezes o valor de dez anos atrás. Ele só consegue, porém, gastar R$ 9 bilhões. “O grande desafio é aumentar a capacidade operacional do governo. A gente tem de mudar a cultura burocrática, trancadora, para uma não burocrática, de eficiência”, diz Gerdau. “Como o deficit em infraestrutura é grande, precisamos tentar ampliar ao máximo nossa capacidade de execução, para poder usar, de forma segura e correta, o orçamento à disposição”, afirma Américo Almeida, secretário de Política Nacional de Transportes. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, ligado à diretoria de Estratégia e Organização, Almeida conheceu Borges quando o ex-ministro foi vice-presidente do BB. Acabou convidado para assessorá-lo no governo, logo depois que ele assumiu o cargo, em abril de 2013.

Embora Borges tenha sido indicado para o posto pelo Partido da República (PR), como contrapartida ao apoio ao governo no Congresso Nacional, ele encampou a reforma do ministério e de órgãos e empresas a ele vinculados, iniciada na gestão anterior. No segundo semestre de 2013, apoiou a elaboração de um plano estratégico com os grandes objetivos, ações e programas da área de transportes até 2017. Desenvolvido pela Symnetics, uma empresa de consultoria contratada pelo MBC para assessorar o ministério, o plano tem entre suas prioridades a ampliação do transporte ferroviário de carga e passageiros e o aumento da integração latino-americana, por meio de estradas, ferrovias e hidrovias. Com o apoio dos líderes de empresas e órgãos vinculados ao ministério e de seus secretários, foram delineadas as ações necessárias para transformar o plano estratégico em realidade. Também foram definidos metas e indicadores para acompanhar o desempenho.

Ao mesmo tempo, de acordo com Almeida, o ministério promoveu uma revisão geral de processos e sistemas e adotou uma metodologia de gestão de projetos válida para todos. Houve também uma articulação com a iniciativa privada, segundo Almeida, para estimular as empresas a aumentar sua própria capacidade de execução, também considerada limitada, por causa da escassez de grandes projetos de engenharia no país nas últimas décadas. “A engenharia no Brasil passou por um momento muito difícil. Muitos engenheiros que se formavam tiveram de trabalhar em outros ramos”, diz Almeida. “Além de nossa dificuldade de executar o volume de obras que o orçamento permite, a gente tem dificuldade de encontrar grupos e bons projetos que possam sustentar essas iniciativas.”

Para superar a burocracia e a inércia da máquina administrativa, o ministério tem realizado um intenso trabalho de profissionalização e capacitação de servidores. Adotou a avaliação de desempenho, comum nas grandes empresas privadas, e tem procurado fortalecer a meritocracia. Mas o pagamento de bônus aos funcionários, já adotado em Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, ainda não entrou no cardápio. “A bonificação é uma etapa posterior, mas chegaremos lá”, diz Borges. “Essa é uma questão complexa, que envolve mudanças na legislação. Temos procurado interagir com outros ministérios, como Planejamento e Casa Civil, e eles certamente nos auxiliarão na implantação da meritocracia, que terminará na concessão de um bônus para premiar os servidores mais eficientes.”

A adoção do novo modelo de gestão pelo Ministério dos Transportes deixa a esperança de que esse movimento possa se aprofundar e se irradiar por toda a administração federal. Se tudo trouxer os resultados esperados, o ministério deixará de ser o foco de corrupção que fez sua fama e permitirá ao Brasil ganhar competitividade na arena global. “Fazemos um esforço grande para que o ministério possa se tornar um exemplo na Esplanada (dos Ministérios)”, diz Borges.

Segundo o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão e fundador do MBC, o orçamento anual do ministério alcança cerca de R$ 15 bilhões, 12 vezes o valor de dez anos atrás. Ele só consegue, porém, gastar R$ 9 bilhões. “O grande desafio é aumentar a capacidade operacional do governo. A gente tem de mudar a cultura burocrática, trancadora, para uma não burocrática, de eficiência”, diz Gerdau. “Como o deficit em infraestrutura é grande, precisamos tentar ampliar ao máximo nossa capacidade de execução, para poder usar, de forma segura e correta, o orçamento à disposição”, afirma Américo Almeida, secretário de Política Nacional de Transportes. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, ligado à diretoria de Estratégia e Organização, Almeida conheceu Borges quando o ex-ministro foi vice-presidente do BB. Acabou convidado para assessorá-lo no governo, logo depois que ele assumiu o cargo, em abril de 2013.

Embora Borges tenha sido indicado para o posto pelo Partido da República (PR), como contrapartida ao apoio ao governo no Congresso Nacional, ele encampou a reforma do ministério e de órgãos e empresas a ele vinculados, iniciada na gestão anterior. No segundo semestre de 2013, apoiou a elaboração de um plano estratégico com os grandes objetivos, ações e programas da área de transportes até 2017. Desenvolvido pela Symnetics, uma empresa de consultoria contratada pelo MBC para assessorar o ministério, o plano tem entre suas prioridades a ampliação do transporte ferroviário de carga e passageiros e o aumento da integração latino-americana, por meio de estradas, ferrovias e hidrovias. Com o apoio dos líderes de empresas e órgãos vinculados ao ministério e de seus secretários, foram delineadas as ações necessárias para transformar o plano estratégico em realidade. Também foram definidos metas e indicadores para acompanhar o desempenho.

Ao mesmo tempo, de acordo com Almeida, o ministério promoveu uma revisão geral de processos e sistemas e adotou uma metodologia de gestão de projetos válida para todos. Houve também uma articulação com a iniciativa privada, segundo Almeida, para estimular as empresas a aumentar sua própria capacidade de execução, também considerada limitada, por causa da escassez de grandes projetos de engenharia no país nas últimas décadas. “A engenharia no Brasil passou por um momento muito difícil. Muitos engenheiros que se formavam tiveram de trabalhar em outros ramos”, diz Almeida. “Além de nossa dificuldade de executar o volume de obras que o orçamento permite, a gente tem dificuldade de encontrar grupos e bons projetos que possam sustentar essas iniciativas.”

Para superar a burocracia e a inércia da máquina administrativa, o ministério tem realizado um intenso trabalho de profissionalização e capacitação de servidores. Adotou a avaliação de desempenho, comum nas grandes empresas privadas, e tem procurado fortalecer a meritocracia. Mas o pagamento de bônus aos funcionários, já adotado em Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, ainda não entrou no cardápio. “A bonificação é uma etapa posterior, mas chegaremos lá”, diz Borges. “Essa é uma questão complexa, que envolve mudanças na legislação. Temos procurado interagir com outros ministérios, como Planejamento e Casa Civil, e eles certamente nos auxiliarão na implantação da meritocracia, que terminará na concessão de um bônus para premiar os servidores mais eficientes.”

A adoção do novo modelo de gestão pelo Ministério dos Transportes deixa a esperança de que esse movimento possa se aprofundar e se irradiar por toda a administração federal. Se tudo trouxer os resultados esperados, o ministério deixará de ser o foco de corrupção que fez sua fama e permitirá ao Brasil ganhar competitividade na arena global. “Fazemos um esforço grande para que o ministério possa se tornar um exemplo na Esplanada (dos Ministérios)”, diz Borges.

Fonte: Revista Época - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=16467383 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

COMUNICADO À CATEGORIA  DA CBTU


Em virtude das eleições da CIPA, a qual muitos companheiros estão concorrendo, e devido à viagem em caráter de urgência do nosso presidente, Severino Urbano, a Recife/PE por problemas pessoais, a Direção do SINTEFEP está suspendendo a assembleia que estava marcada para o dia de hoje. Entretanto, comunicaremos a categoria trabalhadora da CBTU a data de uma nova assembleia, depois da teleconferência entre os sindicatos, que está marcada para o dia 03 de julho (quinta-feira).



João Pessoa, 02 de julho de 2014.

A Diretoria