Dólar fecha em queda, a R$ 2,39, em dia de forte atuação do BC
Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,86 bilhão
Depois, o BC realizou leilão de linha, no qual foram ofertados US$ 4 bilhões com compromisso de recompra. Logo após os horários finais das ofertas, a divisa manteve o ritmo de queda. Os operadores afirmaram que o efeito na cotação do leilão de linha foi minimizado naquele momento porque os bancos compram o dólar e sabem que terão de devolvê-lo nas duas datas estipuladas pelo BC: 2 de janeiro e 1º de abril de 2014.
Para reforçar a atuação, o BC anunciou durante a tarde que fará mais um leilão de swap cambial tradicional na quarta-feira, com a finalidade de rolar contratos que venceriam no início de setembro. A autoridade monetária ofertará 20 mil contratos com vencimento em 1º de abril de 2014 e ocorrerá entre 10h30 e 10h40, com o resultado sendo divulgado a partir das 10h50.
Após a realização deste leilão, restará apenas 20,8 mil contratos com vencimento em 2 de setembro de 2013. O BC anunciou na semana passada que, a partir de segunda-feira, daria início à rolagem desse lote de contratos de swap.
Estratégia
Na segunda-feira, o dólar fechou com alta de 0,83%, a R$ 2,4159, reforçando a maior cotação em mais de quatro anos. Após o fechamento da sessão, o presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, sublinhou que aqueles que "apostam em movimentos unidirecionais da moeda" poderão ter perdas e reforçou que continuará ofertando proteção aos agentes econômicos e liquidez aos mercados.
"As cotações oscilam e a concentração de posições em uma única direção poderá trazer perdas aos que apostam em movimentos unidirecionais da moeda", disse Tombini por meio de nota.
O economista do Deutsche Bank Securities José Carlos Faria, em relatório, reforçou que a intervenção do Banco Central tem como objetivo suavizar a valorização, e não interrompê-la. E lançou dúvidas sobre a autonomia do BC para conduzir a política monetária. "O Banco Central aparentemente teme os efeitos potenciais (do câmbio) na inflação... Uma das principais questões é saber se as autoridades do BC terão autonomia para apertar a política monetária para controlar a inflação caso a depreciação do real persista", informou o banco em nota.
O economista do Deutsche Bank Securities José Carlos Faria, em relatório, reforçou que a intervenção do Banco Central tem como objetivo suavizar a valorização, e não interrompê-la. E lançou dúvidas sobre a autonomia do BC para conduzir a política monetária. "O Banco Central aparentemente teme os efeitos potenciais (do câmbio) na inflação... Uma das principais questões é saber se as autoridades do BC terão autonomia para apertar a política monetária para controlar a inflação caso a depreciação do real persista", informou o banco em nota.
Para o banco japonês Nomura, as atuações do BC levam a crer que o padrão de equilíbrio da moeda, após esse movimento de "overshooting", está ao redor de 2,30 reais. "Acreditamos que o patamar está ao redor de R$ 2,30, um nível que o BC já defendeu", afirmou o diretor de pesquisa para mercados emergentes da instituição, Tony Volpon.
Terra
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