terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Alstom avança com a montagem de equipamentos em sua fábrica de VLT

A nova linha de Taubaté irá apoiar os projetos da Alstom no Brasil, além de exportar para a América Latina, e se beneficiará da experiência da Alstom em outras linhas de VLT, como Barcelona (Espanha) e La Rochelle (França).
Em fase final da construção civil de sua fábrica de Veículos Leves sobre Trilhos, a Alstom avançou com a montagem e instalação dos equipamentos responsáveis pela movimentação de carga na produção dos trens. As pontes rolantes, finalizadas recentemente, atuam transportando toda a carga ao longo do galpão. No total, são três pontes que medem entre 25 e 26 metros e possuem capacidade de até 10 toneladas. O transborder, que está em fase de montagem, é o maior equipamento estrutural da fábrica, medindo 48 metros e com capacidade de 144 toneladas. Ele será responsável por realizar a transferência de uma composição completa entre as linhas da fábrica. Além disso, também foram implantadas, nesta fase, três mesas giratórias, chamadas turn table e mais três JibCranes que estão localizados, especificamente, no fitting, que é considerada a principal fase do processo produtivo.

Os próximos passos são finalização das instalações e comissionamento da planta, bem como a liberação para a montagem dos dispositivos e ferramentas. “Com a parte civil interna praticamente encerrada, avançamos rapidamente nas instalações dos equipamentos. A fábrica está caminhando a todo vapor e será, sem dúvida, um importante marco para a evolução da mobilidade no Brasil,” afirma Michel Boccaccio, Vice Presidente Sênior da Alstom Transporte na América Latina.

A nova linha de Taubaté irá apoiar os projetos da Alstom no Brasil, além de exportar para a América Latina, e se beneficiará da experiência da Alstom em outras linhas de VLT, como Barcelona (Espanha) e La Rochelle (França). Em operação total, a linha irá gerar cerca de 150 empregos diretos. A empresa já começou o treinamento profissional para futuros funcionários. A linha representa um investimento de cerca de 15 milhões de euros (50 milhões de reais).

Fonte: PortoGente - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=11540882&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
 
Sydney terá VLT mais longo do mundo

Sydney já teve a maior rede de bondes do hemisfério sul.
Por  Renato Lobo

A administração pública da cidade de Sydney planeja aumentar a capacidade do sistema de transporte do Veículo leve Sobre Trilhos na cidade. O Governo apresentou uma série de melhorias para a rede incluindo composições de 54 metros. Para níveis de comparação, o VLT de Santos possuí 45 metros de comprimento, e compostos por 7 módulos (vagões).

O Ministro dos Transportes Gladys Berejiklian disse que “a proposta é transportar até 15 por cento a mais de passageiros em horários de pico dia, e 33 por cento a mais em ofertas de lugares durante o dia. Esta é uma grande notícia para os clientes que terão uma nova rede que atende o crescimento da economia”

Sydney já teve a maior rede de bondes do hemisfério sul. Em 1945 eram feitas 405 milhões de viagens. O sistema foi inaugurado em 1861 até sua extinção em nos anos 50. Em 1997, os chamados “trams” voltaram para a capital, na forma de VLT entre o Centro e Pyrmont. Uma segunda linha é planejada para operar em meados de 2020.

Fonte: Via Trolebus - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=58566647&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
Novos trens farão rota Londres a Paris em menos tempo

Com informações do Portal Panrotas
As viagens de trem entre Londres e Paris vão ficar mais rápidas no final do próximo ano. A Eurostar anunciou a compra de 17 novos trens na rota, que farão a viagem 15 minutos mais rápidas. O novo modelo E320 alcança até 320 quilômestros por hora e tem capacidade para transportar 894 passageios, 20% a mais do que a capacidade atual.

Tanto o exterior como o interior dos trens foi projetado pela Pininfarina, responsável pelo design dos automóveis da marca Ferrari. Entre as características dos nvos trens estão: mais espaços entre as poltronas, assentos maiores, ergonômicos e reclináveis, além de maior espaço entre as poltronas. Cada assento terá tomada e entrada USB e, de quebra, internet Wi-Fi gratuita em todos os vagões.

Além das rotas principais, que incluem Paris, Bruxelas e Lille, a Eurostar também atende outros destinos como Genebra e os Alpes franceses e suíços. Em maio do próximo ano, a empresa irá lançar uma novo serviço até Provence, com paradas em Lyon, Avignon e Marselha. Já em 2016, a novidade será o lançamento de uma rota direta para Amsterdã, com paradas na Antuérpia, Roterdã e Schipol. No Brasil, os ingressos da Eurostar podem ser comprados pela Rail Europe.

http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=13351169&id_grupo=1&id_canal=1&p=1

Agetransp multa SuperVia por incidentes no sistema ferroviário

O conselho diretor decidiu aplicar multa de R$ 39.145,58 pelo descarrilamento de um trem, na manhã do dia 26 de fevereiro de 2013
Em sessão regulatória realizada na tarde de quarta-feira (3), o conselho diretor da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) decidiu aplicar três multas à concessionária Supervia, que somam R$ 102.841,08, por incidentes no sistema ferroviário. Durante a sessão, o conselho ainda negou provimento a dois recursos da concessionária e manteve outras duas penalidades, que chegam a R$ 65.097,57. Assim, o total de penalidades somou R$ 167.938,65.

O conselho diretor decidiu aplicar multa de R$ 39.145,58 pelo descarrilamento de um trem, na manhã do dia 26 de fevereiro de 2013, junto a uma plataforma no pátio da estação Dom Pedro II (Central do Brasil). Laudo técnico elaborado pela Câmara Técnica de Transportes e Rodovias (Catra) constatou que o incidente ocorreu por falha na manutenção da via permanente. Em decorrência do incidente, os trens dos ramais Japeri e Santa Cruz circularam com intervalos irregulares.

O conselho decidiu aplicar multa de R$ 35.769,40 pelo incidente ocorrido com um trem, no dia 22 de março de 2012, próximo à estação Engenho Novo. Na ocasião, a composição perdeu tração e foi aplicada frenagem de emergência. Relatório da câmara técnica constatou como causa provável uma falha na manutenção preventiva do conjunto de baterias do trem. A concessionária ainda demorou mais de dois anos para apresentar os esclarecimentos solicitados a esta agência reguladora.

A terceira multa, no valor  de R$ 27.926,10, é referente ao processo que apurou a situação da cobertura da plataforma 1 da estação Belford Roxo, retirada em 2010. Relatório técnico constatou que a concessionária não apresentou justificativa para que houvesse a remoção da cobertura da plataforma, que provoca perda nas condições de conforto aos usuários. Na decisão, foi estipulado prazo de 15 dias para a concessionária apresentar projeto de adequação da cobertura da estação Belford Roxo.

Recursos

Na mesma sessão, foram negados provimentos a dois recursos e mantidas duas multas para a Supervia. Uma das penalidades, no valor de R$ 39.145,57, refere-se a um incidente ocasionado pelo engastalhamento de um pantógrafo, equipamento que liga o trem à rede aérea, no dia 22 de fevereiro de 2013, em Deodoro. Na ocasião, houve desembarque de passageiros na via férrea e um impacto na operação, com 31 atrasos e cinco viagens suprimidas. A provável causa do problema foi fadiga ou defeito interno de um dos componentes do equipamento.

A outra penalidade, de R$ 25.952,00, refere-se à determinação prevista na deliberação nº 387 de 27 de novembro de 2012. De acordo com a decisão, a Supervia deveria identificar as principais causas dos erros, falhas, faltas e/ou lapsos, originados pela ação de maquinistas e controladores de tráfego e apresentar, em 60 dias, um procedimento para evitar os avanços de sinais no sistema ferroviário.  Além de não atender ao prazo estipulado, a manifestação da concessionária foi considerada insuficiente pela Procuradoria Geral da Agetransp.

Fonte: Jornal do Brasil - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=59112266&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
Santos Brasil implanta agendamento ferroviário para contêineres

O agendamento é realizado pelo site da empresa.
A Santos Brasil, prestadora de serviços portuários e logísticos, implantou o Sistema de Agendamento Ferroviário (SAF) no Tecon Santos, maior terminal de contêineres da América do Sul. A empresa informou que este serviço já era utilizado para o modal rodoviário e está disponível de forma permanente para o ferroviário, depois de ter passado por um período de testes, desde outubro deste ano. O agendamento é realizado pelo site da empresa.

A aposta da companhia com o SAF é que haja crescimento do número de contêineres movimentados por hora no Tecon. A previsão é de que a produtividade aumente de 10 para 22 contêineres movimentados por hora na operação de vagões no terminal, incremento de 120% na performance das operações de ferrovia.

"Com a implantação do sistema, as operações neste modal tornaram-se mais ágeis e eficazes, principalmente porque passamos a usar coletores de dados nos ramais ferroviários. Estes equipamentos reconhecem as informações dos contêineres e as enviam automaticamente para o SAF, permitindo a liberação dos trens de maneira mais rápida. O novo sistema vai beneficiar diretamente os operadores logísticos, exportadores e importadores, de uma maneira geral", afirma Ricardo Molitzas, diretor de operações portuárias e logísticas da Santos Brasil.

O SAF está integrado à operação de novas máquinas do tipo RTG (sigla em inglês para Rubber Tyres Gantry), que possibilitam a pesagem de contêineres nos próprios ramais ferroviários, sem a necessidade de utilizar balanças em outros pontos do terminal.

A Santos Brasil ressalta ainda que o cliente tem a opção de obter faturas por trem, possibilitando um controle financeiro mais apurado. “Além disso, o faturamento digital mitiga riscos de extravio e manipulação de documentos, oferecendo mais segurança", salienta Ricardo Molitzas. Além do Tecon Santos, a companhia opera mais dois terminais de contêineres - Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC) - e um terminal de veículos (TEV) no Porto de Santos.

Fonte: Revista Ferroviária - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=7793732&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PF indicia 33 por cartel de trens em São Paulo

Ex-governador José Serra (PSDB) foi intimado para depor, mas não foi indiciado
Direto da Fonte: http://bit.ly/1wzkbay

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o cartel metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008. Foram indiciados 33 investigados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de cartel e crime licitatório. Cerca de R$ 60 milhões dos alvos estão bloqueados. O inquérito chegou à Justiça Federal na segunda-feira (1).

Entre os indiciados estão servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais do setor que teriam participado do conluio para obter contratos com o Metrô de São Paulo e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). "A vítima é a sociedade", avalia a Polícia Federal.

As duas estatais "foram usadas, foram vítimas" do ajuste das empresas. O relatório final mostra que ex-dirigentes foram enquadrados, como João Roberto Zaniboni, que integrou os quadros da CPTM entre 1999 e 2003. Também foi indiciado o consultor Arthur Teixeira, apontado como lobista e pagador de propinas.

O ex-governador e senador eleito José Serra (PSDB), intimado para depor como "investigado", não foi indiciado. A PF não identificou ligação do tucano com o cartel, nem com crimes transnacionais (lavagem de dinheiro e evasão).

Serra foi citado por um ex-executivo da Siemens, Nelson Marchetti, segundo o qual o então governador paulista, em 2008, o teria advertido para que a multinacional alemã não entrasse com ação na Justiça contestando a contratação da espanhola CAF na licitação para compra de 384 carros da CPTM. Serra desmentiu o executivo.

Em acordo de leniência firmado em 2013 com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Siemens revelou que o cartel agiu durante pelo menos uma década - governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Delator

Em outubro de 2013, a PF tomou depoimentos de dois ex-diretores da Siemens, em delação premiada. Everton Rheinheimer, um dos delatores, citou deputados como supostos beneficiários de propinas do cartel.

Os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal, que detém competência para processar parlamentares. Em fevereiro de 2014, o STF devolveu à PF em São Paulo a parte da investigação que não atinge autoridades com foro privilegiado. A PF deu início a uma longa bateria de depoimentos e laudos financeiros que confirmam o fluxo de recursos ilícitos em contas dos suspeitos.

Alguns investigados já haviam sido indiciados antes da remessa do inquérito ao STF. A outra parte foi enquadrada após o retorno dos autos.

Os alvos foram indiciados a partir de envolvimento com ilícitos de competência federal - os crimes transnacionais, evasão e lavagem, e os crimes conexos, cartel e violação ao artigo 92 da Lei de Licitações por mudanças de contratos.

A delação de Rheinheimer foi ratificada pelas provas reunidas no inquérito. A PF empenhou-se em cumprir sua missão para não deixar sem resposta a sociedade sobre o cartel.

Os quase R$ 60 milhões dos investigados já tinham sido embargados pela Justiça em outubro de 2013, a pedido da PF. Os ativos continuam bloqueados.

O advogado Eduardo Carnelós, que defende Arthur Teixeira, rechaça a suspeita. "O sr. Arthur nunca foi lobista."

Zaniboni mantinha conta secreta na Suíça com saldo de US$ 826 mil. O dinheiro, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, já foi repatriado pelo próprio Zaniboni, com recolhimento de impostos. Ontem, uma delegação de procuradores e promotores brasileiros iniciou em Berna reuniões com o Ministério Público da Suíça. A meta é identificar o percurso do dinheiro encontrado em contas em Zurique.

Fonte: R7-SP - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=6002795&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
LT inicia viagens nas linhas férreas de Natal

O trem é barulhento, quente, tem cadeiras quebradas, algumas portas não fecham, atrasa muito e às vezes quebra. Já fiquei na estrada à noite e tive que pegar dois ônibus, disse o comerciante Sandro Azevedo.
Foto:Humberto Sales |  Portal Tribuna do Norte

Para alguns foi surpresa chegar à estação de trem nessa terça-feira (2) e encontrar o moderno Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pronto para a primeira viagem em Natal. O preço da passagem continua R$ 0,50. A pontualidade chamou atenção com saída às 8h16 para Parnamirim.

Duas locomotivas passam a dividir as 24 viagens diárias entre Natal, Parnamirim e Ceará-Mirim com duas composições do VLT. Em até 15 dias, serão três, das 12 que o Estado receberá. A expectativa é de que em 2016 o sistema possa ser utilizado integralmente.

A imagem mudou. A enfermeira Eva Maria das Neves parabeniza o Rio Grande do Norte e delineia: “agora temos conforto, agilidade, comodidade, ar condicionado e tranquilidade, além de visibilidade da estrada”, diz.

A velocidade continua próxima ao do trem, cerca de 30 Km por hora, já que as linhas ainda operam junto com as locomotivas e os horários precisam permanecer os mesmos. Quando somente VLTs estiverem em circulação, a velocidade deve subir para 80 Km por hora. Por enquanto, o número de passageiros que suporta também continua próxima ao dos trens, com capacidade para 130 sentados e 445 em pé.

A operação branca, como está chamando a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), tem como objetivo inserir as novas máquinas gradualmente, de início em horários intermediários e com menor fluxo de passageiros. De acordo com a coordenadora do projeto VLT Natal, Dulce Albuquerque, será feito um estudo para identificar os horários em que a demanda é maior. “Cada composição conta com três carros, mas podemos acoplar mais em uma única viagem”, explicou.

A adequação também depende da modernização e ampliação da malha ferroviária. O projeto já foi licitado e deve ser entregue no início do segundo semestre de 2015, com custo estimado de R$ 311 milhões. Junto com a aquisição das máquinas o valor total chega próximo a R$ 500 milhões e foi assegurado pelo Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade e Equipamentos do governo Federal.

O percurso será automatizado, com GPS, acionamento de cancelas, 30 novas estações que terão projeto paisagístico e acessibilidade, linha duplicada e a retirada de interferências do tráfego rodoviário. Isso significa construção de túneis  e viadutos.

Dulce Albuquerque disse ainda que o projeto irá contemplar outros municípios em nova fase. Nísia Floresta, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu deverão ser beneficiados, além da capital potiguar, que ganhará duas linhas interbairros.

Fonte: Portal Tribuna do Norte - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=34880612&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
Proposta do VLT é apresentada à população de Uberlândia

Evento aconteceu nesta terça-feira (2) e reuniu profissionais e estudantes. Foram discutidos custos e rotas do novo meio de transporte.
Foi realizada nesta terça-feira (2), em Uberlândia, a audiência pública que discutiu a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. A reunião ocorreu no Center Convention e reuniu autoridades e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Entre os assuntos foram apresentados os custos do projeto e as rotas do novo tipo de transporte público.

Estudos realizados pela universidade apontam que a implantação do VLT na cidade custará cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Para chegar a este orçamento, a UFU consultou projetos semelhantes em construção no Brasil e fez cotação de preços junto a fornecedores. “Trata-se de uma estimativa feita pelo curso de Economia que se baseou nos projetos já existentes e que estão em construção no país, como o VLT de Cuiabá e Goiânia. Além disso, fizemos cotações diretas com fornecedores, mas tendo em mente que se trata de uma estimativa, pois na fase inicial do projeto não se tem detalhamento suficiente para orçar minuciosamente”, afirma o coordenador técnico Edson Pístori.

Os custos não se resumem apenas à implantação do sistema de transporte coletivo. Segundo Pístori, a estimativa é que a Linha Lilás teria custo de manutenção de R$ 20 milhões e a Linha Verde cerca de R$ 29 milhões por mês. “É claro que esse valor é rebatido com receitas que o VLT passa a ter, que são as passagens pagas pelos passageiros, recursos com publicidade dentro e fora dos trens e acréscimo no valor do IPTU com a valorização das áreas por onde as linhas do VLT passam”, explica.

Também durante a audiência pública foram discutidos os percursos do veículo leve sobre trilhos. Pela proposta inicial seriam implantadas duas linhas de circulação para o VLT. A Linha Lilás ligará o Bairro Fundinho, passando pelo Centro e indo até o Bairro Umuarama 2 com percurso de 6,92 quilômetros, 23 estações e capacidade para transportar 65 mil passageiros ao dia. Na Linha Lilás, os trens circularão ocupando uma faixa da Avenida Afonso Pena e outra faixa da Avenida Floriano Peixoto.

Já a Linha Verde, o VLT partirá do Bairro Daniel Fonseca, iniciando na altura da Ponte do Vau passando pelas margens do Rio Uberabinha, seguindo pelas Avenidas Rondon Pacheco e Anselmo Alves dos Santos com parada final no Aeroporto de Uberlândia.  Essa linha terá 17,5 quilômetros e 19 estações com previsão para atender uma demanda diária de 15.400 passageiros.

“Agora cabe à Prefeitura de Uberlândia ter um projeto básico bem definido e, à medida que surgirem oportunidades de financiamento em nível federal ou de incentivo a esse tipo de transporte, Uberlândia já esteja apto a isso. A perspectiva é que até nos próximos 10 anos a população da cidade possa usufruir desse meio de transporte”, disse o secretário municipal de Trânsito e Transportes.

Fonte: Do G1 Triângulo Mineiro - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=20353215&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
Especialista defende implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Manaus

Apesar de ser mais caro que o Bus Rapid Sistem (BRT), veículo sobre trilhos ocupa menos espaço e se mostra mais vantajoso a longo prazo
Para o chefe do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Geraldo Alves, o sistema de transporte público VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é o mais adequado à realidade urbana de Manaus. O prefeito Artur Neto (PSDB) afirmou, na edição de ontem de A CRÍTICA, que o VLT é uma opção e que particularmente é o que mais o agradou. Artur disse que não dá mais para adiar a discussão e que vai lutar por financiamento do Governo Federal para o novo modal.

Em entrevista concedida por telefone no sábado, Geraldo Alves disse que o BRT (Bus Rapid Sistem) “terá sérios problemas” para ser implantado em Manaus. Para que o sistema funcione satisfatoriamente, ele afirmou que é necessário um sistema viário com amplas avenidas e vias paralelas. De acordo com o professor, para atender o sistema, seriam necessárias três faixas exclusivas, no mínimo, tendo como o ideal quatro faixas. “Em uma cidade planejada, como Curitiba, o BRT funciona porque você tem vias paralelas para onde se direciona o fluxo de automóveis mistos. O problema é que Manaus não tem vias paralelas”, disse.

“Usando como exemplo a avenida general Rodrigo Otávio, como vamos colocar com três faixas de rolamento e o que vamos fazer com o restante do trânsito nessa via que é crucial para a cidade?”, questionou. “Manaus tem motivos de sobras para escolher um sistema sobre trilhos”, afirmou. O professor disse que o que tem motivado a preferência das administrações pelo BRT é menor custo, em comparação com outros sistemas, e o menor tempo de implantação.

“Se a gente comparar o BRT e com VLT, que tem um custo um pouco maior de implantação, a vida útil do sistema rodante (o veículo) do VLT é cinco vezes maior que a do BRT. O ônibus do BRT tem seis anos e o veículo de trilho tem 30 anos de vida útil. Quando a gente considera que vamos ter que trocar o sistema rodante do BRT cinco vezes no mesmo período que o VLT vai precisar de uma só troca, os custos vão se equiparar. E o BRT fica até um pouquinho mais caro”, afirmou.

Segundo o professor, o sistema de trilhos tem um alto nível de confiabilidade e maior pontualidade. Além de ocupar apenas uma faixa para ida e vinda, o que demanda menos espaço. “O sistema sobre trilhos tem se mostrado extremamente eficaz mundo afora e é o que melhor vai atender a nossa demanda”, afirmou. “O uso somente do sistema de ônibus convencional atende a uma demanda de cidades de médio porte, não de Manaus, que é uma grande capital. Precisamos de um sistema robusto, de média capacidade”, completou Alves.

Projeto exige uma política de Estado

Geraldo Alves defendeu que o projeto a ser implantado tem que ser tratado nos moldes de uma política de Estado e não de governo. “Tem que haver continuidade. Isso deve ser pensado para além de quatro anos (período de um mandato)”, disse.

“Precisamos de um projeto à altura de uma cidade que não investe no transporte coletivo há muito tempo. Precisamos de um projeto com uma margem maior de tempo para ser executado e com um investimento alto. Não precisa ser um projeto de R$ 2 bilhões implantado em dois anos. Pode ser um projeto com esse valor executado em quatro, seis, oito anos. A prefeitura tem que ir atrás de investimentos e se qualificar para receber”, afirmou.

O professor disse que, antes de tudo, o projeto a ser implantado “precisa atender ao princípio de democracia”. “A sociedade não tem sido procurada para o diálogo. As decisões são tomadas de cima para baixo. O projeto não deve ser do governante A ou B. Deve ser um projeto para a sociedade, que tem o direito de se posicionar”, pontuou Geraldo Alves.

Prefeito tem preferência pelo sistema

Em entrevista para A CRÍTICA na edição de ontem, o prefeito Artur Neto também demonstrou preferência pelo VLT. “Eu, particularmente, gosto muito do VLT. É uma tecnologia francesa. É mais caro, mas exige um espaço menor das vias públicas e transporta muitas pessoas e com qualidade”, afirmou. Artur, porém, disse que a escolha pelo novo sistema depende de discussão e que será feita de acordo com os dados técnicos que a prefeitura possui. “Agora, a gente tem que fazer. O que não pode é não fazer”, afirmou. “A gente tem que olhar todas as possibilidades. Escolher uma. E brigar pelo financiamento”, completou. O prefeito se reúne essa semana com o governador José Melo (Pros) para conversar sobre o tema. Na semana passada, ele tratou do assunto com o senador eleito Omar Aziz (PSD). Artur defende o novo sistema deve ser financiado pelo Governo Federal.

A discussão de um novo modelo de transporte público voltou à pauta do Executivo municipal quase cinco meses depois da realização da Copa do Mundo em Manaus, que foi a esperança de melhorias efetivas no setor. Projetos como o monotrilho e o BRT, sistema de pista exclusiva para ônibus articulados, não saíram do papel. E deram lugar ao Bus Rapid Sistem (BRS), que utiliza pista exclusiva para tráfego e as plataformas do falido sistema Expresso.

Ontem, a reportagem procurou a Semcom para ouvir a resposta da prefeitura sobre as afirmações de falta de projetos de mobilidade para financiamento federal, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Fonte: Jornal A Crítica - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=27909538&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cosan Logística investirá até R$ 9 bi em expansão nos próximos 10 anos

O negócio de logística é, definitivamente, o que tem maior potencial de crescimento.
O presidente da Cosan Logística, Júlio Fontana, afirmou que a companhia vai investir entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões nos próximos dez anos para expansão de capacidade. Esse valor, conforme o executivo, está dividido em R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões em vias permanentes e R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em material rodante.

O aporte desses valores, porém, está condicionado à concretização da fusão entre a Rumo e a ALL, que está em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz, o investimento em material rodante é de execução mais fácil, de forma que a maior parte dos aportes planejados deve ter sido executada nos primeiros cinco anos. Já a aplicação de recursos em vias permanentes é um pouco mais complexa, de forma que a maior parte deve ser executada no médio prazo.

“O que buscamos é conquistar a qualidade projetada para esses equipamentos e isso será feito nos primeiros cinco anos”, afirmou, em apresentação para analistas e investidores em Nova York.

Questionado por um analista sobre o fato de a ALL não ter gerado caixa nos últimos sete anos e o que poderá ser feito para reverter esse quadro, o executivo destacou que reduzir o custo de capital é um dos maiores desafios. “Acredito que a infraestrutura ferroviária é de capital intensivo. É preciso reduzir o custo de capital, não evitá-lo”, comentou.

Para Lutz, a existência no país de linhas de financiamento subsidiadas, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), representa uma oportunidade “fantástica”. “Há subsídio para esse tipo de investimento e é preciso fazer uso disso. Eles [ALL] tentaram fazer o melhor trabalho, mas sem a qualidade de ativo requerida”, disse.

Risco

O negócio de logística da Cosan é o que apresenta maior potencial de crescimento e, paralelamente, mais riscos. A afirmação foi feita pelo presidente Marcos Lutz e pelo diretor vice-presidente de finanças e de relações com investidores Marcelo Martins.

“O negócio de logística é, definitivamente, o que tem maior potencial de crescimento. Ele está perto de uma grande recuperação [turnaround]. E as grandes oportunidades trazem riscos junto”, afirmam.

Segundo a administração da empresa, o Brasil não possui um sistema eficiente de transporte por meio dos rios, e as ferrovias se mostram rentáveis. “Estamos investindo muito dinheiro nisso. Temos oportunidades muito relevantes a longo prazo, começando pelo próximo ano.”

Capital

A Cosan, que se encontra em meio ao processo de reestruturação do grupo, afirmou ainda que não planeja fazer nenhum aumento de capital. De acordo com Lutz, a Cosan estará aberta para fazer parcerias estratégicas. “Será uma das coisas a se fazer.”

Segundo o executivo, a Cosan busca consolidar as suas bases com a reestruturação, fazer com que cada área de negócios seja mais focada e eficiente.

“Nós acreditamos que cada área pode ser mais independente, focada nos resultados. Nosso portfólio atual é o mais resiliente que já tivemos”, afirmou o presidente. “Esclarecemos que a Cosan Limited (CZZ) não será uma empresa de private equity. Somos operacionais e vamos continuar focados nisso”, completa.

Fonte: Valor Econômico - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=28789555&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
 
Por transtornos com VLT, governador e secretário são acionados na Justiça

MPF e MPE-MT entraram com ação contra Silval, Maurício e empreiteiras. Indenização no valor de R$ 148 milhões deve ser paga com verba pessoal.
Por Pollyana Araújo | Foto: Edson Rodrigues/Secopa

Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) pede que o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), o secretário extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, e as empresas responsáveis pela instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, paguem indenização, a título de danos morais coletivos, pelos transtornos causados à população diante da demora na conclusão da obra do metrô de superfície. A ação foi protocolada nesta terça-feira (18) na 1ª Vara da Justiça Federal.

Por meio de assessoria, Silval e Maurício informaram que só irão se pronunciar sobre o assunto quando forem notificados pela Justiça.

O MPF e MPE querem que eles paguem indenização de no valor de R$ 148 milhões por terem iniciado uma obra para Copa do Mundo sabendo que ela não ficaria pronta a tempo para o evento esportivo. Desde o início, quando o VLT foi escolhido em detrimento do Bus Rapid Transit (BRT) [ônibus que circulam em corredores exclusivos] já se tinha o conhecimento de que não ficaria pronto para a Copa, conforme o promotor de Justiça, Clóvis de Almeida Júnior. "Poderiam construir o VLT, mas não com essa promessa de que seria para a Copa", afirmou.

A principal falha foi a escolha do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) para a contratação das empresas para colocar o projeto em prática, conforme o promotor e a procuradora da República, Bianca Britto de Araujo. "Foi inadequada a escolha do RDC, uma vez que a obra não ficaria pronta em 2014 para a Copa", disse a procuradora. A previsão de conclusão do VLT, como o governo tem anunciado, é dezembro de 2015. Mas, inicialmente, pelo contrato firmado com as empresas, a obra deveria ter sido entregue em março deste ano.

Na ação, eles pontuaram que a troca do modal de transporte se deu de forma criminosa. "Mudou-se a espécie de modal de transporte aos '45 rninutos do segundo tempo' e, born que se frise, tal mudança deu-se de forma criminosa".

A intenção do pedido é fazer com que os gestores e o consórcio VLT que assumiu o risco de executar uma obra de grande proporção dentro de um prazo curto arque com os danos causados aos moradores. "Todos estavam cientes de que a obra não ficaria pronta para a Copa. Essa ação deve ter efeito punitivo e preventivo para que outros não façam o mesmo", pontuou a procuradora.

A indenização requerida corresponde a 5% do valor do contrato para implantação do VLT, de R$ 1,4 bilhão. O dinheiro deve ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos para investimentos em projetos em benefício da população cuiabana e várzea-grandense.

Durante o andamento da obra VLT, antes da Copa, a procuradora e o promotor informaram que o governo foi avisado por várias vezes sobre os atrasos e inviabilidade de executar o projeto no prazo de dois anos. Para a instalação dos trilhos, mais de 800 imóveis foram desapropriados. Algumas desapropriações ainda devem ser feitas.

No mesmo dia em que a ação foi protocolada na Justiça, o governador pediu desculpas à população pelos transtornos enfrentados durante a construção da trincheira Jurumirim, na Avenida Miguel Sutil, na capital.

Fonte: Do G1 MT - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=70677310&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
Burocracia trava obra do metrô

Transferência de trabalhadores da CBTU para Metrominas fere lei, diz Ministério das Cidades
Por Bárbara

Uma das grandes promessas para a melhoria do transporte público em Belo Horizonte é a ampliação da atual Linha 1 do metrô da capital e a criação das Linhas 2 e 3. Ainda que a passos lentos, as duas primeiras já tiveram projeto executivo aprovado, mas podem não sair do papel tão cedo por causa de um entrave trabalhista. Assim como em outros Estados, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) está transferindo os metrôs para governos estaduais e municipais, mas só será possível continuar a expansão quando a Metrominas assumir completamente o serviço.

De acordo com a assessoria do Ministério das Cidades, para que o processo seja concluído, deverá haver transferência tanto dos ativos (bens e patrimônio) quanto dos atuais funcionários. A pasta alega que, como a Metrominas não tem plano para absorver os funcionários, o processo não foi concluído. Pela atual proposta, apenas o patrimônio da empresa estaria incluído na mudança, ferindo a Lei 8.639/93, que prevê a transferência completa – tanto ativos quanto de pessoal – das unidades da CBTU para governos locais.

Além disso, de acordo com a advogada Térsia Brito, os empregados transferidos em casos de sucessão de empresas terão que seguir a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) de sucessão, e o sucessor responde pelos direitos trabalhistas dos empregados já existentes.

“Configura-se uma sucessão entre empresas quando há a continuidade de exploração do negócio. Nesse caso, elas vão fazer o mesmo tipo de serviço, que é o transporte, configurando-se a sucessão. Então, tem que haver transferência”, explica Térsia, especialista na área do direito cível.

Modelos. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop-MG) informou que reformas, ampliação e construção das Linhas 1 e 2 dependem de autorização do Ministério das Cidades, bem como a assinatura do convênio que transfere os bens patrimoniais, administrativos e operacionais da CBTU para a Metrominas.

Ainda segundo a pasta, o governo estadual aguarda posicionamento da União sobre termo de delegação e transferência encaminhado no ano passado.

O Ministério das Cidades declarou que a forma legal da transferência está sendo decidida. Em nota, o órgão cita como exemplo os Estados Bahia e Ceará, que fizeram a transferência – inclusive de funcionários – para os órgãos estaduais e já operam metrôs.

Cronograma

Conclusão. Em agosto, quando o metrô da capital fez 24 anos, a reportagem de O TEMPO mostrou que, se o cronograma de obras for mantido, a expansão deve terminar em cinco anos.

Saiba mais sobre o sistema

Linha 1. Em operação, vai da Estação Vilarinho, na região Norte da capital, à Eldorado, em Contagem, na região metropolitana. Novo projeto prevê reforma e ampliação, com criação de duas estações: Nova Suissa, na região Oeste, e Novo Eldorado, em Contagem.

Linha 2. O projeto executivo, que prevê 10,5 km, foi concluído, mas as obras estão paradas há dez anos. O leito de passagem dos trilhos foi construído, e terraplenagem e desapropriações foram iniciadas. O projeto prevê sete novas estações entre os bairros Nova Suissa e o Barreiro.

Linha 3. Subterrânea, é a mais complexa. Ainda nem teve o projeto executivo aprovado. Foram feitos estudos e sondagens. A Caixa Econômica Federal aguarda adequações do projeto, para liberar os recursos. Serão 4,5 km de extensão, entre os bairros Lagoinha, na região Noroeste, e Savassi, na região Centro-Sul, passando pelo centro, com seis estações no total.

Valor. Foram pleiteados R$ 2,4 bilhões para a obra da Linha 3. Em abril do ano passado, o Estado assinou com a União termo para a transferência de R$ 52 milhões para projetos de engenharia das três linhas – R$ 28 milhões já foram liberados.

Fonte: Super Notícia - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=65882373&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
VLI bate recorde de transporte de combustível

A VLI se preparou para atender o crescimento das novas bases de combustíveis de Porto Nacional, no Tocantins, inauguradas no início do ano.
A VLI, empresa especializada em operações logísticas que integram atividades de ferrovias, portos e terminais, alcançou no mês de outubro o recorde de transporte de combustível no Corredor Centro-Norte. Foram transportadas 92,4 mil toneladas.

Segundo a VLI, o número supera o alcançado em agosto, quando foram movimentadas 84,3 mil toneladas do produto no corredor Centro-Norte— Ferrovia Norte-Sul (FNS), controlada pela VLI, e Estrada de Ferro Carajás (EFC), da Vale.

“A VLI se preparou para atender o crescimento das novas bases de combustíveis de Porto Nacional, no Tocantins, inauguradas no início do ano. Entre 2012 e 2014, ampliamos a nossa frota de vagões para esse produto com a aquisição de 181 novas unidades”, comenta Fabiano Rezende, gerente do Corredor Centro-Norte da VLI.

Para que o volume fosse transportado, foram necessários 1.095 vagões divididos em 27 trens. Os combustíveis são transportados de São Luís, no Maranhão, para outros dois destinos além de Porto Nacional: Açailândia (MA) e Marabá, no Pará. O transporte é feito pela EFC, por meio de contrato com a Vale.

Fonte: Revista Ferroviária - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=17954205 
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Prefeitos ameaçam parar obra da Transnordestina


APPM acusa empresa responsável por débito de R$ 16 milhões de ISS a 15 municípios piauienses.
Por João Magalhães - Jornal O Dia

Prefeitos de 15 cidades piauienses ameaçam embargar a obra da ferrovia Transnordestina se a empresa responsável pela execução da obra não cumprir os compromissos com os municípios por onde os trilhos irão passar. Segundo a Associação Piauiense de Municípios (APPM), a empresa responsável pela obra, Civilport, não tem repassado às prefeituras o Imposto Sobre Serviços (ISS), avaliado em R$ 16 milhões.

A empresa já teria recebido cerca de 60% dos recursos do Governo Federal, segundo o presidente da APPM, Arinaldo Leal (PSB), os prefeitos procuraram a entidade para tentar alcançar uma solução para o problema. Os impostos causados pela obra devem ajudar os municípios enfrentarem os transtornos causados com a queda nos repasses constitucionais.

O presidente da APPM, Arinaldo Leal, reunido com alguns prefeitos prejudicados

Além da falta de pagamentos do ISS, os prefeitos alegam que o transporte de cargas pesadas tem causado estragos nas estradas e a empresa não tem realizado a manutenção dos trechos comprometidos pela passagem das máquinas. Outra irregularidade apontada por Arinaldo Leal é que a Civilport, que possui sede no Rio de Janeiro, tinha assumido o compromisso de contratar trabalhadores da região e acabou terceirizando muitos serviços.

As empresas terceirizadas têm se instalado nas cidades, alugado imóveis e efetuado compras no comércio local, mas não vêm cumprindo com os pagamentos. “Por conta disso, vamos nos sentar com os prefeitos, elaborar um documento e encaminhar para a direção da empresa. Acreditamos que a paralisação da obra pode trazer prejuízos para todos, então a empresa tem interesse em corrigir as irregularidades” – confirmou o presidente.

A Transnordestina é de responsabilidade da Companhia Siderúrgica Nacional. A parte da construção que enfrenta problemas tem 179 km e passa pelas cidades de Pavussú, Elizeu Martins, Rio Grande do Piauí, Itaueira, Flores, São josé do Peixe, São Miguel do Fidalgo, Simplício Mendes, Paes Landim, Bela Vista, Nova Santa Rita, Campo Alegre do Fidalgo, São Francisco do Assis, Pajeú e Ribeira do Piauí.

A equipe de reportagem de O DIA tentou contato com a sede da empresa, mas os telefones não foram atendidos.

Fonte: Jornal O Dia - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=75667487 
 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NOTA DE FALECIMENTO



É com grande pesar que informamos o falecimento de nosso companheiro de trabalho, Ademar Fernandes Coutinho (13/11/2014) - CBTU, João Pessoa.

Apesar de já ser um senhor que planejava sua aposentadoria, Seu Ademar completaria uma década de serviços prestados a CBTU no dia 01 de Fevereiro do próximo ano!
Entrou na empresa como Manobrador e estava readaptado de função como Agente de Estação, atuando na bilheteria.

Mais um dia de luto para a classe ferroviária.

PS:
Por ser divorciado e morar só aqui em João Pessoa e com a família em outros estados, a CBTU/JOP e o SINTEFEP estão tendo muitas dificuldades em localizar alguém da família para fazer a liberação do corpo que ainda encontra-se no hospital.

Estamos contando com o empenho de todos, mas infelizmente nenhum dependente era beneficiário do seguro de vida e ninguém tinha contato com seus familiares.

Caso conheçam algum familiar do Seu Ademar Fernandes Coutinho, favor entrar em contato com o SINTEFEP.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O caminho de volta do projeto do trem-bala


Resta saber se desta vez o governo saberá dar continuidade ao que começou como mais um projeto que ecoa alto dos palanques
Editorial do Jornal Correio Popular de Campinas

Quando já não restavam muitas esperanças de que finalmente o governo federal cumpriria o propósito de implantar um trem de alta velocidade ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, eis que a presidente Dilma Rousseff se manifesta ainda interessada no projeto, que foi uma das cobranças da campanha eleitoral. Gestado há oito anos e usado abertamente como mote político desde o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o programa recebeu amplo apoio para sua implantação, mas uma condução desastrada levou à suspensão de três leilões, ao desinteresse de investidores e à incongruência de detalhes técnicos que comprometeu até mesmo os estudos realizados, que precisam ser novamente contratados e refeitos (Correio Popular, 30/10, A7).

Não restam dúvidas que o potencial das regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro justificaria todas as atenções e investimentos que coubessem para garantir a infraestrutura necessária para sustentar o crescimento econômico que, em essência, é a locomotiva da economia brasileira. Concentrando alta fatia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o polo é indiscutível força de ação, e enfrenta a iminência de um colapso em mobilidade urbana. Todo esforço para promover a integração com meios de transporte rápidos, econômicos e eficientes é festivamente recebido.

Ainda assim, resta um tanto de ceticismo diante da possibilidade de novamente o processo voltar a andar e haver a licitação para estudos de viabilidade já em 2015. O próprio governo se desautoriza pela hesitação e pelo discurso evasivo, sem nunca se desvencilhar o caráter político-eleitoral da proposta. Desta vez, será preciso um pouco mais de objetividade e clareza para que a ideia tenha alguma chance de vingar através da atração de investidores. O principal impasse começa no orçamento do trem, que o governo estimava em R$ 34 bilhões há dois anos, quando as empresas calculavam um mínimo de R$ 50 bilhões.

Diante da insegurança da proposta, da dificuldade de estabelecer metas e prazos, além do sempre presente discurso em períodos eleitorais, a perspectiva nunca abandonada é que o trem de alta velocidade um diapossa trilhar os caminhos da macrometrópole de Campinas-São Paulo, incorporado a outros projetos alternativos. Resta saber se desta vez o governo saberá dar continuidade ao que começou como mais um projeto que ecoa alto dos palanques, mas não reverbera nos caminhos das providências necessárias.

Fonte: Correio Popular de Campinas - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=59794740&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 
 

ALL tem lucro 55% menor no terceiro trimestre


Companhia encerrou terceiro trimestre com dívida líquida de 4,618 bilhões de reais
São Paulo - A operadora logística ALL teve lucro líquido de 37,6 milhões de reais no terceiro trimestre, uma queda de 55,5 por cento sobre o resultado positivo obtido um ano antes.

A companhia informou ainda que elevou sua previsão de investimento em operações ferroviárias neste ano de 800 milhões para entre 900 milhões e 950 milhões de reais, "refletindo investimentos extraordinários adicionais ao nosso capex orgânico recorrente", afirmou a empresa.

A ALL já havia divulgado na semana passada geração de caixa praticamente estável no terceiro trimestre, avançando 0,9 por cento sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do mesmo período do ano passado. Enquanto o Ebitda consolidado foi de 508 milhões de reais, a margem recuou de 53,4 para 51,2 por cento.

Também na semana passada, a empresa tinha afirmado que era difícil prever condições de demanda de transporte de commodities agrícolas, diante do baixo preço internacional.

Já no segmento de cargas industriais, a companhia reafirmou no balanço que espera um cenário "mais regular das exportações de etanol e as contribuições positivas dos volumes da (unidade) Brado e Eldorado". A receita líquida da ALL somou 992,2 milhões de reais no terceiro trimestre, avanço de 5,2 por cento sobre um ano antes. As operações ferroviárias foram responsáveis por faturamento de 860,9 milhões de reais, expansão de 7,6 por cento na base anual.

A ALL encerrou terceiro trimestre com dívida líquida de 4,618 bilhões de reais, crescimento anual de 13,3 por cento. A relação dívida líquida sobre Ebitda cresceu de 2,23 para 2,45 vezes.

Fonte: Reuters/Revista Exame - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=65542826 
 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Metrô de Salvador atinge marca de 1,5 milhão de passageiros transportados


A marca de um milhão foi alcançada no mês passado, segundo a Companhia de Transportes da Bahia (CTB).
Inaugurado no dia 11 de junho deste ano, o metrô de Salvador alcançou nesse sábado (01.11) 1,5 milhão de embarques. A marca de um milhão foi alcançada no mês passado, segundo a Companhia de Transportes da Bahia (CTB).

O serviço opera de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h e de 8h às 13 aos sábados. A Linha 1 tem 7,3 quilômetros e liga a Lapa ao Retiro. A previsão é que a Linha 1 chegue a Pirajá no primeiro semestre de  2015, completando 12 km iniciais de linha.

A previsão é que todo o sistema metroviário fique pronto em 2017 com a entregar da Linha 2, que compreende o trecho entre o Acesso Norte e o Aeroporto Internacional de Salvador, passando pelo Detran, Rodoviária, Pernambués, Imbuí, Centro Administrativo da Bahia (CAB), Pituaçu, Tamburugy, Bairro da Paz, Flamboyant e Mussurunga.

Fonte: Tribuna da Bahia- http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=82933154&id_grupo=1&id_canal=1&p=1 

Primeira composição do VLT chegou a JP neste sábado


Os vagões estão sendo transportados por três carretas e provavelmente por volta das 14h começaremos os trabalhos de descarregamento em Cabedelo.
De acordo com o Superintendente da CBTU em João Pessoa, Wladme Macedo, três carretas estão transportando os vagões, que chegaram desmontados e estão sendo levados para a oficina em Cabedelo para a conclusão da montagem e, consequentemente, entrar em fase de testes operacionais. Ainda segundo o Superintendente, João Pessoa contará com oito trens que devem chegar a cada dois meses à Paraíba.

“Os vagões estão sendo transportados por três carretas e provavelmente por volta das 14h começaremos os trabalhos de descarregamento em Cabedelo. Pela logística da fábrica Bom Sinal, o restante das composições deverá chegar dentro de dois meses e no total serão oito trens deste porte na Grande João Pessoa” ressaltou.

Wladme ainda frisou que com as novas aquisições, os passageiros terão agilidade e conforto no transporte.

“Com o novo trem, a pessoas terão, em médio prazo, viagens mais confortáveis, rápidas, seguras e muito mais baratas. O VLT é um trem mais econômico, movido a Diesel, polui menos, mais leve e mais moderno do que as locomotivas que temos hoje em dia que são do ano de 54, além de que com o VLT o tempo de espera será reduzido para quinze minutos entre um trem e outro” afirma Wladme.

A aquisição do VLT representa um investimento da ordem de 70 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos.

“Os trens foram trazidos com recursos do Ministério das Cidades, por intermédio do deputado federal Aguinaldo Ribeiro quando esteve à frente daquele Ministério e essa foi uma importante conquista de Aguinaldo não só para João Pessoa, mas Recife, Belo Horizonte, Natal e Maceió também serão contempladas com esses novos veículos que irão favorecer e muito os passageiros destas cidades” destacou Wladme.

VLT

O Veículo Leve sobre Trilhos é um trem moderno, rápido, seguro e confortável. Fabricado pela empresa cearense Bom Sinal, instalada na cidade de Barbalha, o modelo adquirido pela CBTU é o Mobile 3, dotado de duas cabinas computadorizadas – uma em cada extremidade dos carros motores e um carro reboque ao meio. Ele é um Trem Unidade Diesel-Hidráulico (TUDH), construído em fibra de vidro, com sistema hidráulico fornecido pela Voith (Power Pack) e participação da empresa Trends. Trata-se de um veículo ferroviário leve de passageiros para transito urbano e suburbano, com motorização diesel, tração diesel-hidráulica, bidirecional, que trafega em bitola métrica – distância de um metro entre os trilhos -, ar condicionado, acessibilidade para deficientes físicos, passagem entre os carros, sistema de comunicação interna digital e sonora e capacidade para transportar até 600 passageiros por viagem. O VLT de João Pessoa mede 55,8 metros com altura de 3,7 metros e 2,8m de largura.

Fonte: PBAgora - http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=75186981