| ONG pede ação contra descaso em linhas férreas | |
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Por Felipe Tonon
A Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente), uma ONG que atua na fomentação do uso de ramais ferroviários, quer que o Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem a conduta da concessionária América Latina Logística (ALL) na manutenção da malha ferroviária em todo Brasil — parte dela na região de Campinas. De acordo com o presidente da entidade, José Manoel Ferreira Gonçalves, a malha férrea administrada pela empresa foi submetida ao longo dos últimos anos a um processo de sucateamento e não vem recebendo a manutenção adequada para funcionar com segurança. Como resultado disso, acredita a Ferrofrente, vários acidentes, inclusive com mortes, atropelamentos e descarrilamentos vêm ocorrendo ao longo da malha férrea. “Pessoas estão morrendo porque a ALL não tem cuidado da rede de forma adequada”, disse Gonçalves, sobre os atropelamentos e descarrilamentos registrados nos ramais — o mais recente em novembro do ano passado, em São José do Rio Preto, matou nove pessoas. “Lucro é consequência do bom transporte, não pode inverter isso. Eles tratam a manutenção com descaso, não trocam os dormentes de maneira adequada”, criticou. Gonçalves também discorda da posição do governo brasileiro em relação às concessões. “O governo federal não conseguiu fazer uma concessão ferroviária. O sistema está abandonado, sucateado, improvisado”, declarou. Segundo o presidente da Frente, o objetivo é trabalhar para a cassação da concessão da ALL. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual, a representação foi encaminhada à Procuradoria da República pelo promotor Luis Claudio Bandeira, promotor cível de Santos, uma vez que a concessão para exploração de ferrovias é competência da União. Além dessa ação, existem outros dois procedimentos administrativos que podem se transformar em inquéritos no Ministério Público Federal. Em nota, o MPF informou que não há uma definição sobre o rumo dos dois procedimentos. Um deles está sob responsabilidade da procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayashi e foi instaurado no último dia 15. O outro está sob os cuidados do procurador Marcos José Gomes Corrêa e teve início em 28 de fevereiro. “Nenhum deles foi transformado em inquérito ainda.” O órgão esclareceu que não comenta investigações em andamento. ALL informa investimento de R$ 1,8 bi A ALL nega que tenha promovido o sucateamento da malha. Por meio de nota enviada à imprensa, informou que já investiu mais de R$ 1,8 bilhão na recuperação dos trilhos sob concessão, além da compra de vagões e locomotivas e implementação de novas tecnologias para o transporte ferroviário. “Esse valor representa um aumento de mais de 230% se comparado à gestão anterior. Os constantes investimentos em tecnologia e em melhoria da linha férrea permitiram que a companhia reduzisse em até 80% o índice de acidentes desde 2006”, disse, em nota. Afirmou, ainda, que no Estado de São Paulo, desde 2006, a companhia já investiu cerca de R$ 700 milhões e substituiu 1,7 milhão de dormentes e 65 mil toneladas de trilhos, o equivalente a mil quilômetros de trilhos. “Fica clara, portanto, a conduta da ALL em promover o desenvolvimento e a ampliação do modal ferroviário no Estado.” (FT/AAN) | |
Fonte: Correio Popular de Campinas
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=96323261&id_grupo=1&id_canal=1&p=1
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sábado, 10 de maio de 2014
| Transporte público da Alemanha é inspiração em Fórum em Santos | |
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O Fórum da Indústria da Construção Civil de Santos e Região (Ficon) começou nesta segunda-feira (5) em Santos, no litoral de São Paulo. O evento está em sua quarta edição e reuniu políticos e muitos empresários do setor em sua noite de abertura.
Na primeira palestra do Ficon, o consultor e educador financeiro André Massaro explicou sobre as tendências do mercado imobiliário do Brasil e também da Baixada Santista. Para ele, o aumento de preço no mercado imobiliário não significa que exista uma bolha. “A gente pode falar que os preços estão subindo muito, mas isso não necessariamente indica que há uma bolha. E, às vezes, a gente pode ter um estouro de bolha com o preço subindo pouco”, esclarece o conferencista. Os exemplos de Berlim, capital da Alemanha, na área da arquitetura e, principalmente, no transporte público, também serão debatidos entre os participantes do Fórum. As soluções criativas do país alemão podem ajudar o futuro das cidades da Baixada Santista, e uma delas é o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que terá sua primeira linha instalada na região ainda este ano. O transporte já existe em Berlim desde o fim dos anos 1970. Na Alemanha, o transporte público é um dos mais ágeis da Europa. O sistema conta com trem de superfície, ônibus, metrô, travessia de barcos e também o VLT, que lá é chamado de bonde. A população e os turistas podem confirmar a eficiência do serviço porque, em uma cidade de 3,5 milhões de habitantes, apenas 31% dos moradores usam o carro particular. Por isso, não há trânsito na rua, nem nos horários de pico. Lá, com o bilhete único, o passageiro pode se deslocar durante duas horas, usando todos os sistemas. A cidade é dividida em regiões A, B e C, e o preço da tarifa varia conforme o percurso avança para os três setores. A rede tem aproximadamente 200 quilômetros, é uma das mais extensas do mundo e transporta por ano mais de 157 milhões de passageiros. O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, esteve presente no evento. Ele declarou que os bons exemplos devem servir de inspiração. “É importante aprender com os bons exemplos do mundo inteiro e mobilizar a sociedade para ter uma agenda estratégica de desenvolvimento, elencando obras prioritárias para que qualquer governante, de qualquer partido político, possa colocar essa agenda em prática”, ressalta. Já para o prefeito de São Vicente, Luis Cláudio Bili, o VLT é um projeto sensacional. “Eu sei da importância do VLT em toda a Europa, e nós estamos engatinhando aqui na nossa região. Vai ser um ‘boom’ muito positivo, não só no setor imobiliário como na questão da mobilidade, que vai ser urbana e humana. Vai ter dignidade, vai ter conforto, vai ter qualidade. É sensacional”, observou o prefeito. créditos: Reprodução / TV Tribuna | |
Fonte: G1 Santos
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=11796066&id_grupo=1&id_canal=1&p=1
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| Ministro diz que não há previsão para leilão de 1º trecho de ferrovia | |
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Por Fábio Amato
Um ano e oito meses depois do lançamento do Programa de Investimento em Logística (PIL), que previa investimentos de R$ 99,6 bilhões na construção de novas ferrovias no país, o governo federal ainda não tem previsão de quando deve ocorrer o leilão para construção do primeiro trecho. Nesta terça-feira (6), o ministro dos Transportes, César Borges, disse que pode fazer mudanças no projeto para a construção da linha de ferro entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte, único trecho que já tinha recebido sinal verde do Tribunal de Contas da União (TCU) para ir a leilão, o que deve atrasar ainda mais o início efetivo do programa. “Esse trecho está em fase para poder ir a leilão. Mas vamos fazer o leilão desde que haja interesse do setor privado”, disse o ministro durante entrevista a jornalistas na sede do Ministério dos Transportes, em Brasília. Borges disse que aguarda resposta de investidores, que analisam a viabilidade da construção da ferrovia dentro do orçamento considerado adequado pelo TCU, que é de cerca de R$ 4,6 bilhões. O projeto original estimava o custo da obra em R$ 6,3 bilhões. “O setor privado está aprimorando seus estudos para saber se o Capex [previsão de investimento] aprovado pelo TCU é viável. Se o Capex não for atrativo, podemos mudar”, disse. A ferrovia prevista entre Lucas do Rio Verde e Campinorte tem 883 quilômetros de extensão e servirá para escoar a produção agrícola da região entre Mato Grosso e Goiás. O trecho faz parte do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012 – na época, a previsão era de construção de 11 mil quilômetros de novos trilhos, num investimento total estimado em R$ 99,6 bilhões. O então ministro dos Transportes, Paulo Passos, hoje presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), previu na época do lançamento do programa que o primeiro leilão de ferrovia ocorreria em abril de 2013. | |
Fonte: Do G1, em Brasília
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=18760646&id_grupo=1&id_canal=1&p=1
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| MPF quer R$ 60 milhões de ex-presidente da Valec | |
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Por Hélmiton Prateado
O Ministério Público Federal (MPF) quer levar a leilão os bens do ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, tão logo ele seja sentenciado pelo crime de lavagem de dinheiro. Juquinha teve seus bens arrestados no valor de R$ 60 milhões em ação penal decorrente da Operação Trem Pagador, realizada pela Polícia Federal em julho de 2012. De acordo com a denúncia criminal, Juquinha teria superfaturado as obras da Ferrovia Norte Sul, principal realização da estatal que ele presidiu durante todo o governo Lula até ser destituído pela presidente Dilma em 2011. “Somente no trecho goiano da Ferrovia uma perícia da Polícia Federal indicou superfaturamento no valor de R$ 144 milhões durante o período em que Juquinha foi presidente”, o comentário é do procurador da República Hélio Telho, um dos autores da denúncia. Juquinha das Neves foi preso quando a operação foi deflagrada. Além dele, sua esposa Marivone e o filho Jader Ferreira das Neves também foram presos e outros dois filhos foram conduzidos coercitivamente para a Superintendência Regional da Polícia Federal para serem ouvidos na mesma operação. Juquinha, inclusive, teve uma crise convulsiva de choro por ter envolvido a família no caso. Segundo a denúncia do MPF Juquinha comprou imóveis com subfaturamento em seus valores reais para tentar burlar a investigação, pois não conseguiria justificar as aquisições em virtude de sua renda declarada. Uma das aquisições, uma fazenda no valor de R$ 20 milhões no município de Mundo Novo, no Vale do Araguaia, foi pago em dinheiro vivo, o que chamou a atenção das autoridades na época. Muitos outros imóveis adquiridos por Juquinha durante o período em que presidiu a Valec foram colocados em nome de seus familiares, o que corroborou a inclusão deles na denúncia por lavagem de dinheiro. O MPF descobriu que ele comprou três casas no condomínio de luxo Alphaville Flamboyant, no valor de R$ 2,5 milhões cada. Ressarcimento Hélio Telho disse ainda que os objetivos da ação foram identificar, localizar e apreender a maior quantidade possível de bens obtidos por meio ilícito, “com a finalidade de assegurar que os criminosos não usufruam dos produtos do crime, garantir o ressarcimento dos danos ao patrimônio público, evitar que os bens desapareçam e sufocar economicamente a organização criminosa”, explicou o procurador. Com ajuda da Polícia Federal o MPF conseguiu interceptar algumas gravações na época, que depois foram anuladas pelo Tribunal Regional Federal. Entretanto, o que já havia sido produzido de provas serviu para embasar a ação. O delegado da Polícia Federal, Eduardo Scherer, disse quando foi deflagrada a operação que os rendimentos de Juquinha jamais poderiam justificar tamanha evolução patrimonial. “Na Valec, ele ganhava de R$ 13 mil a R$ 20 mil. É um salário de alto escalão, mas que não deixa ninguém rico”, afirmou o delegado. Hélio Telho frisou que o patrimônio de Juquinha e o que está em nome de seus filhos e esposa está em torno dos R$ 60 milhões que foram arrestados como forma de garantir a reparação dos R$ 144 milhões. “Essa foi uma das medidas que adotadas e, além disso, ele responde à ação penal por lavagem de dinheiro”, explicou. Em cada operação que ele realizou foi intentada uma ação diferente do MPF que compõe o grupo de ações judiciais visando à reparação. Tem até um outro terreno em nome de Juquinha, uma chácara em Caldas Novas, à beira do Lago de Corumbá, adquirido quando ele ainda era presidente da Celg, na década de 1990. Ele também foi arrestado também para garantir o pagamento. “Tão logo a ação transite em julgado os bens deverão ser leiloados e o dinheiro retornará para os cofres públicos”, finalizou Hélio Telho. | |
Fonte: Diário da Manhã
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=39785063&id_grupo=1&id_canal=1&p=1
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| Ex-diretor da CPTM tem US$ 1,2 milhão na Suíça, diz MP | |
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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) diz que empresas em nome do ex-diretor da CPTM Ademir Venâncio de Araújo têm cinco contas na Suíça com um montante de US$ 1,2 milhão. O dinheiro foi bloqueado pela Justiça da Suíça por ter origem suspeita. O ex-diretor é um dos investigados por ligação no cartel dos trens em São Paulo, como informou o SPTV.
De acordo com informações recebidas pelos ministérios públicos estadual e federal das autoridades da Suíça, além de Ademir, a esposa dele também aparece como responsável pelas cinco contas bancárias. O advogado de Ademir Venâncio de Araújo disse que o cliente não tem contas no exterior. Segundo o MP, ao menos outras nove pessoas são beneficiárias de contas naquele país. Todas são investigadas por participar do suposto cartel formado para fraudar licitações de trens e Metrô, durante governos do PSDB, em São Paulo. Denúncia à Justiça Em março passado, o MP denunciou 30 executivos de 12 empresas do setor de transportes por crime de cartel e irregularidades em 11 licitações. No total, foram cinco denúncias envolvendo contratos com o Metrô ou a CPTM. As licitações investigadas foram realizadas entre 1998 e 2008, quando o estado de São Paulo foi governado por Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB. As cinco denúncias foram protocoladas na Justiça no dia 24 de março, de acordo com o promotor Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec). Em seguida, os pedidos seriam distribuídos para juízes, que decidiriam se abririam processos e tornarim réus os 30 denunciados. Segundo Mendroni, e-mails trocados entre as empresas participantes dos cartéis indicam que elas se juntavam com o objetivo de superfaturar contratos. Como parte do acordo, empresas que venciam as licitações contratavam as perdedoras como prestadoras de serviços. Sobrepreço de R$ 835 milhões Os cinco contratos investigados somam R$ 2,7 bilhões em valores da época em que foram firmados, segundo cálculos do promotor. Como a intenção verificada era de superfaturar os contratos em aproximadamente 30%, a estimativa de Mendroni é que o sobrepreço tenha sido de R$ 835 milhões. Segundo o levantamento do MP, as empresas citadas nas denúncias são Alstom, Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil Ltda., CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Hyundai-Rotem, MGE, Mitsui, Siemens, Tejofran, Temoinsa e T'Trans. Os contratos em que há suspeita de cartel são: 1) manutenção dos trens das séries S2000, S2100 e S3000, da CPTM; 2) extensão da Linha 2-Verde do Metrô; 3) projeto Boa Viagem, da CPTM; 4) projeto da Linha-5 do Metrô, inicialmente a cargo da CPTM e aquisição de 64 trens pela CPTM. Neste último, segundo o promotor, as empresas Siemens e Hyundai fizeram um acordo, mas a licitação foi vencida pela empresa espanhola CAF, que ofereceu condições mais vantajosas. Nessa licitação, não há acusação em relação à CAF. "Os fatos são independentes. Não houve um cartel só que praticou a fraude em todas as licitações. Eles concorreram pontualmente. Um cartel com empresas variadas para cada projeto", disse. Funcionários públicos Segundo o promotor, há ainda investigações relativas a agentes públicos em andamento na Promotoria do Patrimônio Público e que também poderão resultar em denúncias. Caso sejam condenados pelo crime de cartel e por dois tipos de fraude à licitação, os denunciados podem pegar penas que variam de 7 a 15 anos. Não foram denunciados os executivos da Siemens que denunciaram o Cartel ao Cade e estão protegidos pelo acordo de leniência. O promotor disse, que em sua opinião, "o justo seria que essas empresas se compusessem e devolvessem ao erário pelo menos o dobro disso", contando juros e correção monetária. O que dizem as empresas A Siemens afirmou que "tem interesse que todas as responsabilidades sejam apuradas com transparência" e que a empresa "tem uma postura de tolerância zero contra qualquer tipo de conduta ilegal e segue colaborando com as investigações". Ela lembrou, por meio de nota, ter sido "a autora da denúncia que deu origem às atuais investigações sobre possível existência de cartel nos contratos do setor metroferroviário". Por meio de sua assessoria, a Alstom afirma que "não teve acesso ao conteúdo do procedimento, portanto não vai se manifestar". A Bombardier, em nota, afirmou que "continuará colaborando com as investigações" e que "segue os mais altos padrões éticos em todos os países onde atua e tem confiança de que seus funcionários agem de acordo com as leis e o código de ética da empresa". Por email, a T´Trans declarou que "sempre se norteou na lisura e não compartilhou de eventuais conluios". Segundo a empresa, ela está à disposição para prestar mais esclarecimentos aos órgãos competentes. "Responderemos ao Cade comprovando o posicionamento ético da T´Trans", concluiu. O G1 procurou também todas as outras empresas envolvidas na denúncia, mas elas não deram resposta até a última atualização dessa matéria. Entenda as denúncias A investigação começou a partir de um acordo de leniência (ajuda nas investigações) feito em 2013 entre umas das empresas acusadas de participar do suposto cartel, a Siemens, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça. O desdobramento das investigações mostrou, no entanto, que o esquema poderia estar funcionando muito antes da denúncia feita pela Siemens. O suposto pagamento de propinas a governos no Brasil pela empresa Alstom teria tido início em 1997, segundo apuração iniciada pela Justiça da Suíça. Em 2008, o jornal norte-americano The Wall Street Journal revelou investigações em 11 países contra a Alstom por pagamento de propinas entre 1998 e 2003. As suspeitas atingiam obras do Metrô de SP e funcionários públicos. Foi nesse ano que o Ministério Público de São Paulo entrou no caso, pedindo informações à Suíça e instaurando seu próprio inquérito. Também em 2008 um funcionário da Siemens denunciou práticas ilegais no Brasil à sede alemã, dando detalhes do pagamento de propina em projetos do Metrô, CPTM de SP e Metrô DF. Em 2013, a Alstom recebeu multa milionária na Suíça e um de seus vice-presidentes acabou preso nos Estados Unidos. No Brasil, a Siemens decidiu então fazer a denúncia ao Cade delatando a existência do cartel. Em dezembro, a ação chegou ao Supremo Tribunal Federal. A investigação se ampliou e mostrou que o esquema poderia ser bem mais amplo do que se imaginava. Em 2014, o Cade ampliou o processo e passou a investigar licitações (de 1998 a 2013) em mais locais, além São Paulo e Distrito Federal. Entraram também nas apurações Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. | |
Fonte: Do G1 São Paulo
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=59317575&id_grupo=1&id_canal=1&p=1
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MPE pede a quebra de sigilo de 20 suspeitos por cartel de trens e metrô | |
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O Ministério Público Estadual (MPE) e a Procuradoria da República pediram à Suiça a quebra do sigilo das contas e o bloqueio de valores de 20 investigados por suposto envolvimento com o cartel de trens e metrô de São Paulo. Essa investigação do MPE diz respeito à investigação sobre superfaturamento e pagamento de propinas nos contratos e licitações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e Metrô de São Paulo (CPTM) no período de 1998 a 2008, envolvendo os governos tucanos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Os promotores estão certos de que funcionários dos governos tucanos receberam propinas de multinacionais como a Alstom e Siemens para a obtenção dos contratos. Um dos investigados é o engenheiro Ademir Venâncio de Araújo. ex-diretor da CPTM. De acordo com relatório do Coaf, Venâncio e sua mulher mantém cinco contas em seus nomes e em nome de uma fundação e da offshore Badminton, que receberam pelo menos US$ 1 milhão.
Já o Tribunal Penal de Bellizona, na Suiça, enviou ao MPE acórdão de 28 páginas relatando que o empresário Sabino Indelicato depositou aproximadamente US$ 953,7 mil na conta do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no período de 1998 a 2005, quando foi inclusive secretário da Casa Civil do governo Covas. Marinho é suspeito de ter recebido propinas, ou "vantagens ilícitas", segundo os promotores suíços, da empresa francesa Alstom. A Suíça já havia bloqueado todos os ativos de Marinho no valor de US$ 1,1 milhão. Já Indelicato é apontado pela Promotoria como intermediário da Alstom para o pagamento de suborno a agentes públicos no Brasil. Ele foi denunciado criminalmente em fevereiro, junto com outras dezenas de acusados. A Promotoria afirma que a Alstom pagou propinas a Marinho porque ele ajudou a emprsa a conquistas, em 1998, o aditivo X Gisel, um empreendimento da antiga estatal Eletropaulo, hoje sucedida pela Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE). Marinho também foi o relator do processo no TCE que, em 2001, abriu caminho para a obtenção do contrato por parte da Alstom. Indelicato chegou a pedir à Justiça da Suíça que não enviasse documentos sobre sua movimentação financeira no exterior, mas a Corte Suíça não acatou seu recurso. As autoridades suiças mostram que a Alstom criou uma rede de empresas de fachada para distribuir propinas a partidos políticos e autoridades brasileiras para a obtenção de contratos públicos a partir de 1998. A empresa gastou pelo menos 3 milhões de euros em propinas. O advogado de Marinho, Celso Vilardi, vai pedir à Justiça que impeça a investigação da Promotoria, já que os documentos do caso Alstom foram gerados a partir de investigação anulada no Tribunal suíço, segundo declarou ao jornal "O Estado de S. Paulo". | |
Fonte: Agência O Globo/Yahoo Noticias Brasil
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=15962534
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Ferroviários ameaçam paralisação | |
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O impasse nas negociações poderá desencadear um movimento grevista por parte dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a partir da zero hora de quinta-feira. A decisão foi aprovada em assembleia geral, anteontem, na Capital, quando os ferroviários se reuniram para votar a proposta da estatal, que ofereceu reajuste salarial de 3,97% contra os 15% reivindicados pela categoria.
Os cerca de 8,5 mil ferroviários da CPTM estão representados por três entidades. Os funcionários que atuam nas linhas que atendem o Alto Tietê pertencem ao Sindicato dos Ferroviários da Zona Central do Brasil. Os outros dois são os sindicatos dos Ferroviários de São Paulo e dos Trabalhadores Ferroviários da Zona Sorocabana. Os dirigentes decidiram se unir para fortalecer o movimento. Eles são os responsáveis pelo transportes de 3 milhões de passageiros por dia. O presidente do Sindicato de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, explica que a data base da categoria é em março, mas a pauta de reivindicação foi encaminhada à estatal em janeiro. “Até agora tivemos cinco reuniões. Mas a CPTM encerrou as negociações sem apresentar proposta de reajuste decente e sem apreciar as cláusulas novas da pauta de reivindicações”, argumenta, completando que a empresa se recusa até em fazer a reposição da inflação, que é está em torno de 8%. Além disso, estamos pleiteando mais 7% de aumento real”, relata. Os sindicalistas vão esperar que os patrões mudem de ideia e encaminhem nova contra proposta até a noite de quarta-feira. Para este dia, às 18 horas, está marcada nova assembleia para decidir sobre a greve. A CPTM alega que não pode melhorar a proposta, porque está impedida em função da lei eleitoral e de responsabilidade fiscal. A direção da empresa propõe 3,97% para reajuste dos salários e as demais cláusulas econômicas. Além dos 15%, as principais reivindicações econômicas dos ferroviários são vale-refeição de R$ 720,00; vale-alimentação de R$ 247,69, auxílio-maternidade de R$ 500,00, entre outras. (Silvia Chimello) | |
Fonte: O Diário de Mogi das Cruzes http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=43114433 |
China quer construir trem-bala até os Estados Unidos | |||
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Campanha Salarial: reunião com sindicatos e DEST
Reunião é a terceira articulada e convocada pelo Sindmetro/PE
próximo dia 12 de maio, será realizada em Brasília uma reunião entre os sindicatos metroviários da base CBTU e o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST).
A reunião é a terceira articulada e convocada pelo Sindmetro/PE junto ao órgão do Ministério do Planejamento e vai tratar de assuntos relativos aos trabalhadores, assim como as anteriores que trataram sobre segurança, estadualização e campanha salarial 2014/2015.
O encontro do próximo dia 12 vai tratar exclusivamente da Campanha Salarial, sendo importante para o entendimento que será levado à terceira rodada de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que acontece nos dias 14 e 15 de maio, entre sindicatos e empresa, também em Brasília.
http://sindmetrope.org.br/?p=2366
terça-feira, 6 de maio de 2014
Trilhos para desafogar trânsito | |
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Trânsito parado, carros ocupados por apenas uma ou duas pessoas, ônibus lotados que disputam espaços nas mesmas vias utilizadas pelos outros modais de transporte. As cenas são comuns e fazem com que a mobilidade urbana seja um desafio às grandes cidades brasileiras. Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
O relatório Trens de Passageiros – Uma Necessidade Que Se Impõe, lançado ontem, na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. O estudo aponta que há estruturas subutilizadas e que “é possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”, disse o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. Produzido por seis subgrupos de trabalho, o relatório apresenta propostas que podem servir para a realização de políticas públicas, tanto em âmbito federal quanto estadual. Exemplo disso é a plataforma virtual que reúne informações sobre trechos de trilhos, custos financeiros e até o passo a passo de como realizar o estudo de viabilidade que é exigido pelo Ministério do Planejamento. “Com essas informações, é possível ter informações e buscar recursos para os projetos”, explicou Francisco Ferreira, um dos realizadores do protótipo, que estará disponível no site da ANTT. Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Nilson Tadeu Júnior, afirmou que 200 milhões de pessoas circulam pelas cidades brasileiras, todos os dias, “Mas a estrutura é basicamente a mesma de 50 anos atrás”, criticou. Ele defendeu a criação de uma empresa ou órgão para coordenar a política de transporte de passageiros e implementar a Política Nacional dos Transportes Regionais, Metropolitanos e Urbanos, já definida pelo Ministério dos Transportes. A organização poderia, dentre outras medidas, promover o desenvolvimento de tecnologias nacionais. Com a adoção dessa modalidade de transporte, o especialista espera redução da poluição e dos problemas em torno da mobilidade urbana. Outras medidas O Grupo de Trabalho apresentou outras medidas como premissas institucionais para a Política de Transporte Ferroviário de Pessoas; estudo de normas técnicas; diagnóstico da Indústria Ferroviária Brasileira e das tecnologias de comunicação utilizadas tanto para as operações das empresas quanto para o contato com os usuários do transporte; além da análise da condição de trechos. De acordo com o estudo, em grande parte dos 58 trechos de ferrovias analisados, “é possível, com as reformulações necessárias, o transporte de passageiros e/ou cargas”. Hoje, o Brasil possui apenas três serviços regulares de transporte ferroviário regional de passageiros: entre Vitória e Belo Horizonte; entre Paraupebas (PA) e São Luís, conhecida como Estrada de Ferro Carajás; e de Curitiba para Paranaguá (PR). Para ampliar a oferta, o grupo propôs que o governo federal amplie os investimentos financeiros no setor. De acordo com o diretor da ANTT, ainda não há previsão de recursos para esse fim, no orçamento que vem sendo executado ou mesmo o planejado, para o ano que vem. A ideia é que o relatório embase essa decisão, bem como as que devem ser tomadas pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes sobre a utilização das ferrovias para transporte de pessoas. "É possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas” Jorge Bastos,diretor-geral da ANTT | |
Fonte: Diário da Manhã/Agência Brasil
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=21437382
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Ferrovia, sim! - por Vicente Vuolo | |
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Por Vicente Vuolo
É inacreditável que hoje, com tantos recursos e tecnologias disponíveis, não exista um Plano Nacional Ferroviário para as cidades brasileiras. O trem, transporte ecologicamente mais correto, tem sido substituído ao longo do último século, pelo automóvel que polui e entope as nossas cidades, mas que impulsionou a indústria do petróleo e fez algumas das maiores fortunas do mundo. Quais são as consequências da implantação dessa opção de transporte para a população? É evidente que o carro traz a poluição, gasto exorbitante de combustível, aumento dos acidentes e mortes no trânsito, engarrafamentos, stress e perda de tempo para o trabalho. Além disso, o carro é uma opção própria de uma sociedade que opta pelo individualismo. Essa foi a tendência do século passado. Neste século a tendência será outra, pelo menos em muitos países desenvolvidos. Por que não seguimos o exemplo de outras cidades? Os grandes países da Europa já disseram sim a ferrovia. E nas últimas décadas as principais cidades europeias estão deixando o carro cada vez mais em segundo plano. Sem precisar comparar com os países mais ricos, que cada vez mais investem em ferrovias, levamos nossos olhos para Portugal, país irmão. Em Lisboa, os bondes elétricos ocupam o espaço das ruas com destaque, que ainda tem um metrô eficiente e combina tudo com trens intermunicipais de alta eficiência, conforto e rapidez. A cidade do Porto, do mesmo porte de Florianópolis, possui 60 quilômetros de linhas férreas em superfície e nove quilômetros subterrâneas. Pequim tem hoje 442 quilômetros de linhas de metrô enquanto a Cidade do México tem 200 quilômetros. Até quando assistiremos este descalabro em nossas cidades? De acordo com dados do IPEA, no subsídio a automóveis, táxis e motos, o Brasil gasta a cada ano entre R$ 10,7 bilhões e R$ 24,3 bilhões - ou 86% de todos os subsídios das três esferas de governo. Sobra para o transporte público apenas 14% ou R% 2 bilhões. É sem dúvida, um grande incentivo para aumentar os engarrafamentos nas médias e grandes cidades e, com isso, gastar cada vez mais em duplicações de ruas, avenidas, túneis e viadutos. Tudo pelo automóvel. Ao final desta década, várias de nossas capitais vão parar, ficarão engarrafadas. Ao final da próxima, todas as cidades brasileiras de médio porte estarão inviabilizadas, se o modelo atual não for alterado. O espaço público deve pertencer a toda a população, que na sua ampla maioria, não tem dinheiro para comprar um automóvel. O que existe é uma inversão de prioridades. Essa ordem precisa ser alterada. Ciclovias e linhas de trem - de superfície que são mais baratos - precisam ser criadas e ampliadas. O coletivo tem que prevalecer sobre o individual. Pensar nas crianças, num mundo melhor, é governar como estadista. É se preocupar com as futuras gerações, onde o verde prevaleça sobre o concreto, as ciclovias ao invés dos carros, os trens e bondes elétricos substituindo o ônibus a diesel, num mundo onde as pessoas se confraternizem diariamente nas ruas, longe do individualismo do automóvel. Pensar coletivamente é trabalhar com ética! E ética é o cimento do desenvolvimento. Cuiabá sempre teve o seu Rio como cartão postal, a fartura do peixe e o verde dos mangueirais. Se destruirmos essas riquezas, destruiremos o futuro dos nossos filhos e netos. A qualidade de vida da população depende de mobilidade urbana, de espaços públicos, de bons hospitais e escolas. E o trem é a melhor opção de transporte para o deslocamento de toda a comunidade. Felizmente, o VLT chegou. E os que criticam hoje, com certeza irão aplaudir amanhã esse transporte mais rápido, econômico, seguro e ecologicamente correto. Vamos caminhar nessa direção, na luta cada vez mais por um transporte público eficiente. Não devemos parar. Temos que integrar vários tipos de transporte, com passagens mais baratas e que possam ser utilizadas por uma ou duas horas. Além disso, o transporte e toda infraestrutura a ele ligada devem estar integrados à preservação urbanística e do meio-ambiente. Isso é que é modernidade. carro é sinal de atraso, de coisa passada. Ferrovia, sim! Vicente Vuolo é cientista político e analista legislativo do Senado Federal. | |
Fonte: Mídia News/O Nortão Jornal
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=30613213
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Valec autoriza fornecimento de trilhos para Ferrovia Norte-Sul | |
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Por Portal Brasil
A Valec Engenharia emitiu ordem de fornecimento de 10 mil toneladas de trilhos para a Ferrovia Norte-Sul (FNS), localizada entre Goiás e São Paulo, após receber as apólices de garantia do consórcio vencedor, formado pela fabricante chinesa Pangang e seu representante local, o escritório RMC. O prazo para a entrega dos primeiros trilhos - de um total de 95,4 mil toneladas do contrato - é de 90 dias, a contar do último dia 25, data da ordem de fornecimento. A chegada dos trilhos vai garantir a continuidade do ritmo normal das obras da Ferrovia Norte-Sul. Os lotes adquiridos pelo consórcio tem como destino o trecho que liga a cidade de Ouro Verde (GO) a Estrela D'Oeste (SP), com 681 quilômetros de extensão. O montante das garantias soma R$ 20,1 milhões, sendo R$ 6,7 milhões para cada um dos três lotes contratados. O valor é correspondente a 5% do total do contrato de R$ 402,4 milhões para fornecer 95,4 mil toneladas de trilhos para a Norte-Sul. Mais um trecho Quando totalmente concluída, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) terá a extensão de 4.155,6 km e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ferrovia, que servirá como espinha dorsal do país, foi concebida sob o propósito de ampliar e integrar o sistema ferroviário brasileiro. O trecho de 855 km de Palmas (TO) a Anápolis (GO) está em fase final de construção. Já o trecho Açailândia (MA) - Palmas (TO) possui 719 km, subconcedido à Vale S.A em 2007, está em operação. E o trecho que liga Barcarena (PA) a Açailândia (MA) de 480 km aguarda data para licitação. Ele é parte integrante do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal. Além de estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de carga para o mercado consumidor, a FNS será capaz de induzir a ocupação econômica do cerrado brasileiro, favorecer a multimodalidade, conectar a malha ferroviária brasileira, promover uma logística exportadora competitiva, de modo a possibilitar o acesso a portos de grande capacidade, e incentivar investimentos que irão incrementar a produção, induzir processos produtivos modernos e promover a industrialização. Assim, dentre os benefícios esperados estão a redução dos custos de comercialização no mercado interno, o melhoramento do desempenho econômico de toda a malha ferroviária, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no exterior, incentivos dos investimentos, modernização e produção agrícola e incremento da renda e distribuição da riqueza nacional. Ferrovia Oeste-Leste A empresa ainda homologou a licitação o fornecimento, descarga e nacionalização de 147.056 toneladas de trilhos para atender a Ferrovia Oeste-Leste (FIOL), no trecho de 1.022 km compreendido entre Ilhéus (BA) e Barreiras (BA). A previsão é que os primeiros trilhos cheguem ao Porto de Ilhéus em agosto, ou seja, três meses após a emissão da Ordem de Fornecimento, como previsto em edital. No trecho entre Ilhéus e Caetité, a FIOL atinge o nível de 37% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída em dezembro de 2015. No outro trecho, entre Caetité e Barreiras, recentemente liberado pelo Tribunal de Contas, a Valec se prepara para retomar as obras ainda neste semestre. Assim, não há mais qualquer impedimento legal ou físico para a execução da ferrovia. | |
Fonte: Ministério dos Transportes
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=19617569
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Governo descarta planos de expansão e compromete futuro do metrô/SP | |||
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Geração de trens-bala pode bater recorde de velocidade no Japão
Novo modelo tem a frente bastante alongada. O segredo é um campo magnético: o poder de atração e repulsão do magnetismo faz trem levitar 10 centímetros e correr
Cruzando a cidade de Tóquio assim, em marcha lenta, o povo nem repara. Mas quando o trem bala alcança os 300km/h, é um marco do Japão moderno.
O shinkansen surgiu há 50 anos, para as Olimpíadas de Tóquio em um país que vive seu dia a dia sobre trilhos, a tecnologia avança para praticamente dispensá-los. A levitação magnética está sendo testada em um centro de pesquisas, mas os resultados já apareceram. Exposto à visitação, o trem mais veloz do mundo: há 11 anos, uma composição chegou a 581km/h. Mas pode perder a majestade. O trem que bateu o recorde de velocidade em 2003 era de uma geração anterior a este que está sendo testado. E se você perguntar se um novo recorde pode ser batido agora, ou pelos próximos anos, a resposta é a seguinte: provavelmente sim. Se piscar a gente não vê. O modelo tem a frente bastante alongada. É uma evolução do chamado "maglev”. O segredo é um campo magnético: criado por imãs na lateral do trem. E bobinas elétricas ao longo da linha. Poder de atração e repulsão do magnetismo faz trem levitar 10 centímetros O poder de atração e repulsão do magnetismo faz o trem levitar 10 centímetros e correr. O equipamento desenvolvido roda sozinho, sem maquinista, por segurança, a "apenas" 500km/h. Uma senhora de 88 anos assistiu ao teste com as amigas. E se emocionou: "vou levar esse dia para sempre comigo". O Japão espera exportar essa tecnologia. E, por tabela, o encantamento. Esse novo trem-bala deverá começar a ser utilizado só em 2027. |
Fonte: Jornal Nacional/http://www.mobilize.org.br
http://www.sinfer.org.br/site/ultimas_noticias.asp?id_noticia=32636063
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sexta-feira, 2 de maio de 2014
Ministro Gilberto Carvalho recebe reivindicações do Espaço de Unidade de Ação
Representantes das entidades do grupo Espaço de Unidade de Ação, do qual a COBAP é integrante, se reuniram na última terça-feira, 29, com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para debaterem pauta de reivindicações elaborada pelos representantes de diversos segmentos da sociedade civil.
O diretor adjunto da COBAP, Luiz Adalberto, levou ao ministro a necessidade urgente da reabertura do debate sobre o reajuste das aposentadorias e pensões, assim como o fim do fator previdenciário, saúde pública de qualidade aos idosos e outras bandeiras da categoria. Gilberto Carvalho afirmou que haverá a reabertura do debate para as bandeiras dos aposentados.
Além das bandeiras Da COBAP, o ministro recebeu as reivindicações dos trabalhadores de diversos segmentos representados pelo CSP-Conlutas, Andes, Condsef, Fasubra, Fenasps e diversas outras entidades que exigiam recursos públicos para saúde e educação; suspensão dos pagamentos das dívidas interna e externa; reforma agrária; fim do machismo, racismo e homofobia; fim da violência e criminalização das lutas sociais e respeito aos povos originários, quilombolas e indígenas.
O ministro Gilberto Carvalho falou de forma receptiva sobre cada um dos pontos e afirmou que dará continuidade aos debates até que cheguem a uma resolução.
Fonte: http://www.cobap.org.br/capa/lenoticia.asp?id=57362
Em defesa da ética na vida e na política
Sai governo e entra governo e a corrupção em todas as esferas públicas não cessa no Brasil. Todas as políticas sociais e as negociações políticas que sustentam os nossos governos são costuradas na cultura da corrupção.
O dinheiro público é vítima das mais diversas e infinitas práticas de desvios. A imprensa divulga os escândalos da vida política, mas a corrupção não cessa. A sociedade comenta diariamente os mesmos escândalos, mas a corrupção não cessa.
Muito se fala de ética, mas pouco se faz na prática. O Brasil está vivenciando o poder das redes sociais em manifestações de rua em todo o território nacional. Os protestos resultam, principalmente, da corrupção das pessoas públicas e das instituições públicas. Em outras palavras, da falta de ética.
O século XXI nos coloca diante do desafio de voltar à ética como sustentação vital do ser humano e das políticas sociais de uma nação. A ética importa acionar a capacidade em todos os âmbitos de nossa vida e de nossas organizações.
A ética permite elaborar delimitações protetoras da vida em comum e do respeito da dignidade humana em cada pessoa. Promovem-se valores, estabelecem-se normas, constituem-se significantes geradores de mobilização e de adesão. A virtude maior que brota da ética é, sem dúvida, a justiça. Uma sociedade bem ordenada não poderá prescindir dela. A justiça se encontra no coração da ética.
O pulsar ético de uma sociedade, portanto, leva-a necessariamente à justiça que, aliada ao cultivo da cidadania, dá um direcionamento claro à vida e repercute nos comportamentos pessoais e nas ações coletivas.
Fonte: http://www.cobap.org.br/capa/lenoticia.asp?id=57360
Resposta: moção à Presidência da República
Foi encaminhado ao Ministério das Cidades o DOCUMENTO que repudia a política de estadualização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da Companhia de Trens Urbanos (Trensurb).
Este documento foi elaborado durante os dias do 3º Encontro Internacional de Metroviários realizado neste mês de abril, em Boa Viagem.
Fonte:http://sindmetrope.org.br/?p=2322
Resumo da Audiência Pública de Belo Horizonte
No dia 28 de abril, segunda-feira, foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) convocada pelo deputado Paulo Lamac, Presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, abordando sobre o tema ampliação do Metrô de Belo Horizonte.
O Sindmetro/PE junto com outros sindicatos, entidades sociais e da sociedade civil, defenderam o transporte sobre trilhos, público e de qualidade, federal e com mais investimentos na CBTU, reforçando que são contra a privatização e o subsídio/sustento público às empresas privadas que são 3 bilhões para Políticas Público Privadas (PPPs) em Minas Gerais e 2 bilhões em Pernambuco. Enquanto todo orçamento para CBTU nacionalmente conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) não atinge 800 milhões.
O Sindmetro/PE questionou o futuro dos empregados e o descumprimento legal ao não cumprimento do Artigo 9 da lei que prevê a postura de descentralização do sistema (8693/93), ou seja, a participação obrigatória dos empregados em todas etapas do processo. E por fim, a postura do Governo Estadual em não querer receber empregados, sendo proposta a sua demissão segundo os informes de Brasília.
Na audiência o consultor técnico do gabinete do prefeito e coordenador do Projeto de Expansão do Metrô na PBH, Márcio Duarte, consistiu na admissão pela nova empresa por certo período com estabilidade (modelo igual ao aplicado na Infraero), após os empregados que comprovassem realmente suas capacidades permaneceriam na empresa, o restante, já não estáveis, seria demitido. O consultor ainda reafirmou que os empregados da CBTU não precisavam se preocupar por ser um quadro capacitado, podendo comprovar essa capacidade na nova empresa.
Foi denunciada ainda a mitigação tarifária, dentre outras questões como importância social do metrô, sucateamento e a falta de investimentos.
Na audiência foi registrada a ausência dos representantes da CBTU, Metrominas e o Governo Federal.
Fonte: http://sindmetrope.org.br/?p=2326
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